Transmutation News Dezembro de 2016

O grande tema de conversa nos Estados Unidos e em várias partes do mundo tem a ver com o como criar unidade a partir da divisão que muitos sentem globalmente. Esta conversa surge em cada eleição que acontece na maioria dos países. Haverá sempre uma parte da população feliz com os resultados e outra parte insatisfeita. Por isso, a conversa muda para “Agora, devemos tratar a divisão e criar unidade”.

Mas o ego não sabe sobre a verdadeira unidade. Porque a natureza de ter um ego é que ele sente-se separado. O ego tende a ser divisivo por natureza. Se queremos experienciar a verdadeira unidade, devemos ir além do ego e reconhecer o nosso ser autêntico, que é espírito. É o nosso espírito que experiencia um estado de unidade e união.

Temos vindo a passar por uma longa iniciação, que irá continuar. A estrada é cheia de curvas e inversões. Às vezes pensamos que chegámos ao fundo só para percebermos que ainda nos podemos afundar mais. Mas quando nos rendemos ao nosso espírito interior, ele sempre nos apoia. O nosso espírito interior é como um raio de sol gigante, uma estrela ou um raio lunar que ilumina o nosso caminho.

Quanto mais conseguirmos cair na luz do nosso espírito, mais conseguimos afastar-nos de um sítio de divisão e mais o nosso caminho é iluminado e mostra-nos como sair das profundezas e entrar numa onda de graça.

É por isso que é tão importante ensinar as crianças, os nossos entes queridos e os outros nas nossas comunidades, de que quem somos por detrás da nossa pele é espírito e luz divina. Este é o nosso ser autêntico.

Com a repetição, o novo sonho manifesta-se quando o desmembramento se completa. E nenhum de nós sabe em que tempo. Mas, de novo, é o nosso espírito que nos leva através do desmembramento.

Fiz uma viagem xamânica para descobrir que palavras poderia partilhar que pudessem ser novas e úteis para os leitores da Notícias de Transmutação. Recebi uma mensagem imediata dos meus espíritos auxiliares.

Eles partilharam que, no final das nossas vidas, iremos ver que quem somos a um nível de personalidade e de ego foi só um papel numa peça de teatro.

O que irá contar, no final das nossas vidas, é como a Terra percebeu o nosso amor e acções para com ela. Como é que a Terra vos percebe? Como é que a tocaram e se conectaram com ela?

Quando eu era criança, brincava na rua e não conseguia acreditar como a Terra podia ser tão bonita. Vivia em Brooklyn, num ambiente urbano. Mas, ainda assim, estava tão admirada pela beleza única da Terra. Lembro-me tão bem disto – o meu entusiasmo quando ia para a rua brincar.

Aos meus trinta e muitos anos passei por momentos difíceis. Decidi ir a uma consulta com um psíquico que eu conhecia. A primeira coisa que ele me disse foi para me recordar de como ficava entusiasmada com a beleza da Terra quando era criança. Eu saltava de contentamento. Ele perguntou “lembras-te? – porque a Terra lembra-se e sempre te amou por teres reconhecido a sua beleza”. Eu fiquei admirada que mais alguém pudesse ver isto.

Falamos em querer proteger e defender a Terra. Há muitos caminhos que podemos seguir. Podemos ser activistas. Também podemos integrar o nosso trabalho espiritual no trabalho de activismo que fazemos. E algumas pessoas irão focar-se mais no trabalho espiritual. Tudo se junta para fazer a diferença.

Mas façam a vocês próprios a pergunta: abriram os vossos olhos invisíveis, ouvidos e sentido interior para comunicar com a Terra? Quanto mais o fizerem, mais fortes os vossos sentidos psíquicos se tornam (audição, visão, perceção ou uma combinação de todos). Tal como partilhei no passado, quando fortalecem os vossos sentidos psíquicos, mais forte se torna o trabalho que fazem a todos os níveis. Porque serão guiados de formas para além do racional.

Quando os véus se abrem entre o visível e o invisível, os milagres podem acontecer e acontecem.

Ao fazerem isto, conectam-se mais profundamente com a Terra e com a teia da vida. No fim da vossa viagem aqui, a Terra irá recordar-vos como aqueles que a amaram, respeitaram e protegeram. A Terra está viva e tem um espírito. Ela sabe quando está a ser amada.


A lua cheia é a 13 de Dezembro. Para começarmos a nossa cerimónia de lua cheia, foquem-se em algo que amem na vida, na natureza, na Terra. Deixem esse amor expandir o vosso coração e ajudar-vos a definir uma forte intenção. E depois juntemos os nossos corações expandidos e irradiemos o brilhante amor da nossa divindade para fluir profundamente na terra, criando uma raiz radiante de luz e depois deem a volta à Terra para trazer luz à sombra.

Se são novos leitores da Notícias de Transmutação, por favor leiam “Criar uma Teia Humana de Luz” na página principal.

Em Dezembro passado fizemos juntos um trabalho cerimonial para acolher o solstício. Este Dezembro gostaria que fizéssemos algum trabalho no sítio onde vivemos e também nos reinos não visíveis.

O solstício é a 21 de Dezembro. Acolhemos o inverno no hemisfério Norte e o verão no Hemisfério Sul. Podem juntar-se a esta cerimónia a qualquer altura do dia, uma vez que estamos a trabalhar fora do tempo e o poder das nossas energias colectivas constrói-se à medida que as pessoas se vão juntando ao longo do dia.

Em Dezembro passado começámos a criar um espaço nos reinos invisíveis onde nos podemos juntar para fazermos algum trabalho cerimonial em conjunto.

Façam o vosso trabalho de preparação e fechem os olhos, comecem a viajar para os mundos invisíveis. Comecem a criar um caminho a partir do quarto/sala onde estão a viajar ou meditar. Irão encontrar-se a descer um caminho rodeado de árvores altas, bonitas, fortes e saudáveis. A terra onde andam é boa e estão a pisar solo fértil. Podem sentir as vossas pegadas a ficarem marcadas na terra. Ao andarem, ouvem a beleza dos sons da natureza e inspiram as fragâncias únicas partilhadas pelas árvores locais, plantas e ar que nos dão vida. Há erva a crescer? Que outros seres da natureza estão neste local? Podem também experimentar a que sabe o ar. Reparem se há um corpo de água nesse local e se conseguem ouvir a água a correr. Sintam o poder do sol a pôr-se e as estrelas e a lua em cima a começarem a brilhar a sua bonita luz.

Ao andarem, sintam o bater do vosso coração e percebam o que estão a sentir. Durante muitos anos têm estado a trabalhar numa realidade virtual com pessoas de todas as partes do mundo. Temos aberto os nossos corações em amor e agradecido uns aos outros. Ao mesmo tempo, é importante sentirem-se conectados a uma família de almas que pensam da mesma forma e que fazem o possível para estarem ao serviço dos outros e da Terra. Como fica o vosso coração ao sentirem-se conectados a uma comunidade de almas que pensam e sentem da mesma forma? E quando nos envolvemos no trabalho cerimonial, como querem expressar o vosso amor, gratidão e respeito por cada um de nós, assim como pelos espíritos auxiliares que nos continuam a apoiar no nosso trabalho?

Ao continuarem a andar chegam a uma enorme clareira. Usem a vossa imaginação para ver, sentir, ouvir, cheirar e saborear o que está à vossa volta na clareira. Entrem completamente nesta clareira em vez de observarem a vossa viagem/meditação como se fosse um filme. Estejam presentes agora. Agradeçam a todos os espíritos auxiliares com quem continuam a trabalhar e que agora também são parte do nosso círculo.

Ao entrarem na clareira, irão ser recebidos por um espírito guardião que vos irá limpar a um nível espiritual. Este espírito compassivo irá limpar-vos com incenso ou uma pena, ou vai cantar à vossa volta ou tocar no vosso cabelo ou sussurrar uma mensagem ao vosso ouvido. Estejam abertos e saibam que estes são espíritos auxiliares que vos querem ajudar a sentirem-se aliviados dos vossos pensamentos e preocupações do dia-a-dia.

Uma vez que estejam limpos, entrem na clareira. Reparem que existe aí um altar onde as pessoas têm deixado presentes, oferendas e as vossas orações para vocês, para os outros e para toda a vida e a Terra. Por favor, sempre que se sentirem chamados a fazê-lo, levem oferendas para este local de poder onde podem rezar e encontrar o vosso centro.


Neste deslumbrante local no meio da natureza, há uma bela fogueira que arde no meio, guardada por espíritos auxiliares. Ocupem o vosso lugar à volta do círculo. Podem tocar tambor, maraca, cantar e/ou dançar enquanto o fazem. Sintam a energia positiva e o amor que está a ser partilhado. E olhem em volta do círculo para fixarem os olhos da nossa comunidade.


Vamos acolher cada um e sorrir e cumprimentar cada um, ampliando o amor que emana dos nossos corações. Sintam os vossos pés na terra a apoiarem-vos. De novo, abram todos os vossos sentidos.

Sintam o cheiro do fumo e ouçam o fogo a crepitar. Olhem para a beleza da fogueira que sempre lê os nossos corações e não as nossas mentes. Com o vosso coração, experienciem as mensagens que o fogo tem para vocês.


Larguem o vosso tambor ou maraca e deem as mãos. Sintamos a força e a energia do nosso círculo. Ao sentirem o amor, apoio e poder do círculo, larguem as mãos. Viagem interiormente e experienciem a vossa estrela interna, a luz solar, a luz lunar interior e deixem essa luz fluir através do vosso corpo. Celebremos o regresso da luz. Com as palmas das vossas mãos viradas para o centro, na direcção do fogo, comecem a entoar a canção do universo. Deixemos a nossa entoação apoiar a nossa luz, viajando para cada um de nós, para os nossos entes queridos, para as nossas comunidade e para todo o mundo, tocando toda a teia de vida.

Entoamos juntos até que, como um grupo, terminemos a entoação. Comecem a abrir os vossos olhos lentamente. Sintam a sensação de paz ao terem-se expandido fora do ego e dentro do vosso ser divino. Experienciem-se. E olhem de novo para as pessoas no círculo.

Desejemos a todos um alegre solstício e comecemos a deixar o círculo. Regressamos ao nosso local de início para as cerimónias. Despeçam-se do grupo, do fogo, de todos os elementos e dos espíritos auxiliares. Deixem os espíritos auxiliares saber que o nosso trabalho está concluído por agora. E agradeçam a todos os espíritos que vos guiam na vida.

Regressando pelo mesmo caminho que vos levou a esse local, voltem à sala ou quarto onde se encontram agora.

Abram os olhos e sintam-se profundamente enraizados na Terra, respirem profundamente para enraizar. Estão de regresso, completamente preenchidos com brilho e as bênçãos do nosso círculo.

Depois de terem completado a vossa cerimónia na realidade não visível, gostaria de vos pedir para irem até à natureza e encontrarem um pau, uma pedra ou outro objecto, como uma concha, que possam usar. Agarrem um pau ou pedra que vos chame a atenção. Segurem o objecto da natureza e sintam, realmente, a sua textura e a sua força de vida. Falem com ele sobre os vossos desejos e sonhos para a Terra e para as vossas comunidades. Soprem para ele o vosso desejo e as vossas bênçãos. Agradeçam a este objecto de poder por trabalhar em parceria convosco ao rezar por toda a vida. Deixem este objecto empoderado com as vossas preces e bênçãos na natureza – no vosso jardim, num parque, larguem-no no oceano, num lago, num rio, etc. Foquem-se realmente no vosso amor pela vida e na vossa intenção de estar ao serviço de toda a vida durante este fantástico tempo de mudança.

No mês passado pedi-vos que criassem uma maraca ou usassem uma que já tenham para a utilizarem alguns segundos por dia em benefício do nosso círculo. Queremos continuar a criar uma energia forte e tangível que não tem ligações fracas. Por favor, continuem esta prática. Se quiserem ler o que partilhei sobre esta prática no mês passado, vejam aqui:

https://www.sandraingerman.com/transmutationnews/portugu%C3%AAs.html

Se se sentiram chamados a criar uma árvore de preces na vossa casa ou na vossa comunidade, esta será uma excelente oportunidade para acrescentar laços à árvore com amor, desejos, bênçãos. Tenho escrito sobre esta prática ao longo dos últimos anos nesta coluna, mas também em alguns dos meus livros. Mais recentemente escrevi sobre o tema em Walking in Light e também Speaking with Nature (em co-autoria com Llyn Roberts, sem tradução em português).

Ao terminarmos o ano, é altura de agradecer a generosidade de espírito dos nossos tradutores. Eles dedicam muito tempo a ajudar a trazer o nosso importante trabalho espiritual a uma comunidade mais alargada. Vamos fechar os olhos e enviar bênçãos para cada um e também agradecer profundamente à Sylvia Edwards, webmaster deste site, que gere a lista de emails e publicações e vos envia a Notícias de Transmutação mensalmente.

Os nossos tradutores:

Lena Anderheim – Sueco
Nello Ceccon e Flavia Cavallaro – Italiano
Ines Fermoso – Espanhol
Sofia Frazoa – Português
Els de Graaff-van Meeteren e Sandra Koning – Holandês
Annie Idrissi – Francêsz
Miriam Kisssova e Jan Lenc – Eslovaco
Irina Osechinsky e recentemente Anton Uvarov – Russo
Astrid Johnen e Barbara Gramlich– Alemão
Simin Uysal – Turquia
Tea Thum – Finlândia

Nota: ANNIE IDRISSI FEZ UM TRABALHO INCRÍVEL AO TRADUZIR A NOSSA NEWSLETTER PARA FRANCÊS QUASE DESDE O INÍCIO DAS TRADUÇÕES. CHEGOU A ALTURA DE DELEGAR ESTE TRABALHO A OUTRA PESSOA. OBRIGADA, ANNIE, PELO TEU BRILHANTE TRABALHO!!

Se quer ser um tradutor voluntário de francês, por favor contacte a Sylvia pelo email info@sandraingerman.com. A Sylvia irá reenviar o seu nome e contacto para mim e eu entrarei em contacto consigo.

Por favor, juntem-se a mim no desejo de um alegre solstício à nossa radiante e devotada comunidade global!

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