Transmutation News – May 2012 – Portuguese

Transmutation News Maio de 2012

Quando nos envolvemos na prática do xamanismo, assim como em práticas espirituais que vêm de outras tradições, trabalhamos dentro de um espaço interior profundo e invisível.

Tudo vem de dentro. E, a um nível racional, nem sempre podemos “enrolar as nossas mentes” à volta do campo numinoso de energia.

O bambu é um ser vivo extraordinário. Tal como acontece com todas as plantas, a vida começa a partir de uma semente. À medida que é regada, as raízes crescem muito profundamente por quatro anos. Depois de quatro anos, as plantas irrompem muito rapidamente e crescem, de noite, quase 24 metros.

Como seres humanos, também temos vindo a fazer crescer raízes profundas no nosso jardim interior. Para muitos de nós, estas raízes profundas vêm dos condicionamentos sociais, das crenças coletivas, de crenças absorvidas nos meios de comunicação social, além das próprias experiências de vida.

É essencial que examinemos as fortes raízes que crescem no nosso jardim interior e nos dediquemos a limpar o espaço necessário para que as energias numinosas cresçam e se manifestem nas nossas próprias vidas e no mundo.

O sistema radicular da planta de bambu é também um maravilhoso exemplo de como, quando começamos com uma estrutura forte, temos as bases para uma vida forte e saudável, que pode suportar todos os tipos de stresse. A força de prosperar encontra-se profundamente dentro de nós.

Este mês, concentre-se a meditar no seu sistema radicular. Dê passeios na natureza e reflita sobre como algumas das plantas e árvores mais saudáveis e fortes têm fortes sistemas de raízes. Alguns dos sistemas de raízes estão na superfície e alguns na profundidade da terra. Mas a saúde de uma árvore e de uma planta é muitas vezes refletida pelo poder do seu sistema radicular.

Use a sua imaginação para ir dentro de si e concentrar-se em limpar as raízes de atitudes derrotistas e sistemas de crenças que têm crescido como plantas fortes no seu próprio jardim interior.

Abra espaço para o numinoso. Abra espaço para o divino.

Em Abril, gravei a primeira sessão do meu webinar “Aprofundando as Práticas de Medicine for the Earth”. Houve três princípios sobre os quais falei. Brevemente, vou resumir aqui esses ensinamentos.

Muitas pessoas que ouço partilham o seu medo de usar a imaginação para terem um sonho positivo para si e para a terra. O que ouço das pessoas é que elas não sabem o que o seu ego lhes pode estar a pedir e a tentar manifestar em contraponto com o que o seu espírito pode aguentar. Surge o medo de se estar a manifestar algo que pode não ser para o melhor interesse da pessoa.

E a outra questão que se coloca é a crença de que o futuro reserva algo além do que podemos imaginar. Assim sendo, então para quê tentar imaginar um bom futuro agora?

A minha resposta a essas questões é que estamos a usar a nossa imaginação 24 horas por dia e sete dias por semana. Há mestres espirituais que podem silenciar as suas mentes. Mas, para a maioria de nós, a imaginação está sempre a trabalhar. A nossa imaginação continua a trabalhar mesmo durante os nossos sonhos.

Então por que não nos concentramos a imaginar uma visão positiva em vez da dor, trauma ou drama que muitos de nós continuam a visionar?

E o nosso futuro é criado a partir do presente. Queremos concentrar a nossa imaginação a sonhar um belo presente. Ao fazer isso, abrimos o caminho a partir do qual o futuro é construído.

Não tenha medo de usar a sua imaginação para sonhar um sonho maravilhoso para si e para todas as formas de vida nesta terra fantástica. Vá em frente!

O próximo princípio do qual falei é que sabemos que o universo é espaço. A matéria que existe no nosso universo pode caber na ponta de um alfinete.

No entanto, quando fazemos o nosso trabalho de criação, para usar uma metáfora que já utilizei, mantemo-nos a pintar sobre telas antigas. Assim, as pinturas antigas continuam a manifestar-se nas nossas novas pinturas, que contêm as nossas novas visões.

Escrevi sobre a criação a partir do vazio nos meus livros “Medicine for the Earth” e “How to Thrive in Changing Times”. Se tem algum destes exemplares, por favor releia o que escrevi.

O vazio é o lugar antes da criação. É anterior ao pensamento. O vazio está vazio, mas cheio com o poder da energia em potência. Toda a vida é criada e nascida do vazio.

Precisamos de nos expandir para fora e parar de criar a partir de um lugar limitado no universo. Imagine-se a encontrar um novo local no vazio do espaço a partir do qual vai criar algo. Expanda-se para a vastidão do espaço.

Não pinte sobre telas antigas. Encontre novas telas e materiais para pintar as suas novas visões. E lembre-se de se incluir a si nessa visão, sentindo que essa pintura ganha vida e o corpo recebe essas sensações que lhe permitem entrar no novo sonho.

Não reformule. Comece outra vez, o novo. Inicie um novo sonho.

A minha professora espiritual, a deusa egípcia Isis, falou-me sobre como trabalhamos e nos envolvemos com o coletivo espiritual global. Ela disse-me que há milhões de pessoas em todo o mundo envolvidas no trabalho espiritual. Todos trabalhamos nas formas que somos chamados, mas o trabalho é para benefício de toda a vida.

Ela disse-me que a maioria de nós pensa sobre o coletivo espiritual. Ela disse que o que é verdadeiramente importante é sentir no nosso corpo o poder do coletivo espiritual. Isso é uma força. A força é um princípio tanto masculino como feminino.

Agora, sentimos nos nossos corpos a força e o poder da densa massa do coletivo que acredita em escassez, poluição, doença e que não é possível criar uma mudança positiva no planeta. Portanto, esta é a força que mantém o ser alimentado e que está a manifestar a sua presença.

Mas se todos os dias nos permitirmos sentir a pura força energética do coletivo espiritual, esse poder irá substituir o transe coletivo do qual estamos a tentar fugir.

Todos os dias, cada vez mais, permita-se experimentar o poder do coletivo espiritual no seu corpo. Não experimente tudo de uma só vez, pois pode ser mais do que fisicamente consegue aguentar. Coloque a sua intenção e permita-se sentir a energia, poder e força do coletivo cada dia mais.

Somos seres luminosos. Não somos matéria. Toda a forma é energia.

Não podemos mudar a matéria quando tentamos criar a mudança a partir do ego. Este não é o nível a partir do qual devemos operar.

Quando viajamos para o vazio e praticamos o moldar de energia, acabamos a criar forma e matéria.

Precisa de voltar ao seu estado anterior de energia luminosa e moldar a energia em forma.

Em “Medicine for the Earth” escrevi sobre como Jack Schwarz foi capaz de se curar enquanto era torturado numa prisão. Ele revelou que se curou através de uma elevação da consciência e de uma sintonização com o universo.

Também escrevi sobre a história de Ísis e Osíris e o nascimento de Hórus. Osíris foi morto e desmembrado. Ísis andou na terra, a recolher todas as partes de Osíris. Osíris, já falecido, tinha transcendido o espírito. Ísis teve de abandonar a sua forma física e transfigurar-se na sua forma espiritual para acasalar com Osíris e conceber Hórus.

Este é um ensinamento poderoso sobre o nascimento mágico de Hórus através da fusão de Ísis e Osíris em espírito. A união do espírito criou um ser mágico; uma forma mágica.

A Lua Cheia é a 5 de Maio. Concentremo-nos em criar profundas raízes luminosas na terra que apoiem a teia de luz que a envolve.

Se é um novo leitor da Transmutation News, por favor visite o link: “Creating A Human Web of Light” para ler as instruções da nossa cerimónia mensal.

Um amigo meu enviou-me um link para um artigo maravilhoso. Durante 12 horas, duas manadas de elefantes selvagens sul-africanos fizeram o seu caminho, lentamente, no meio do mato de Zululand, até chegarem à casa de Laurence Anthony, o conservacionista que lhes salvou a vida. Laurence Anthony tinha morrido e, como os elefantes receberam psiquicamente a mensagem, fizeram uma peregrinação até sua casa para lamentar a sua morte.

Esta foi uma história muito bonita e impressionante, que também mostra como quando aprendemos a silenciar o ruído exterior, podemos receber as mensagens de que precisamos. Estamos ligados à teia da vida que informa todos e cada um de nós com tudo o que precisamos de saber.

Precisamos de aprender a ficar quietos e a ouvir.

Para ler este artigo, por favor visite:

http://www.beliefnet.com/Inspiration/Home-Page-News-and-Views/Wild-Elephants-Mourn-Death-of-famed-Elephant-Whisperer.aspx


Copyrights. Sandra Ingerman 2012

Translation: Sofia Frazoa

Transmutation News – April 2012 – Portuguese

Transmutation News Abril de 2012

A intenção é um dos princípios chave sobre os quais tenho escrito em Transmutation News desde 1998. Este mês, gostaria que aprofundássemos esta questão da intenção.

Vivo em Santa Fé, Novo México. À medida que entramos na Primavera, os ventos sopram mais fortes. Um tempo típico no Novo México, já que a Primavera é a nossa estação mais ventosa. E à medida que o tempo muda por todo o mundo, a nossa estação ventosa fica cada vez mais severa.

A metáfora que uso é que os ventos de mudança sopram cada vez mais fortes. E, ao mesmo tempo que reflito sobre isto, entendo a necessidade de construir alicerces internos e um núcleo interno também eles fortes.

Tenho escrito sobre a intenção e a necessidade de usar a imaginação para nos focarmos nas palavras que usamos, nos nossos pensamentos, nas nossas atitudes, e mantermos uma visão positiva do mundo.

Esta prática, além de ser importante, é a chave para se ser bem sucedido em tempos de mudança e para sermos os sonhadores de um novo mundo, à medida que o velho paradigma se dissolve. O velho paradigma atingiu um ponto em que não se consegue aguentar mais e já não serve para apoiar a vida.

Mas, ao focarmo-nos no nosso estado mental, podemos sentir um peso em cima de nós. E as formas de vida que são muito pesadas não sobrevivem aos ventos de mudança. Árvores, plantas, edifícios que são demasiado pesados, caem com ventos fortes.

Temos de equilibrar a nossa prática, de forma a criarmos um forte núcleo interior que sustente as mudanças que se adivinham. Os ventos de mudança sopram em todo o planeta e têm efeitos em toda a vida.

Precisamos de entender que a intenção, o foco, não é apenas um conceito mental. À medida que entramos mais no princípio feminino da vida, o foco é uma experiência de corpo inteiro.

Imaginemos uma mulher a dar à luz. Uma mulher não pensa apenas em dar à luz um bebé. Todo o seu corpo se envolve neste processo. Uma árvore ou planta não carrega apenas a intenção de crescer de uma semente. Há todo um processo de gestação, nutrição e desabrochar das profundezas da terra para o mundo do sol.

É altura de explorarmos a forma como o nosso próprio processo criativo é mais profundo que um estado mental. Criatividade e foco, intenção, devem ser uma experiência de corpo inteiro para criar uma nova vida que seja equilibrada.

Temos de nos concentrar em mover a nossa energia interior. Tenho-vos vindo a encorajar, há anos, para usarem a metáfora de cultivar um rico e profundo jardim interior. Para os que são novos a ler a Transmutation News, podem consultar os arquivos. Também podem ler o meu artigo de Setembro de 2011 no Huffington Post. O link é:
http://www.huffingtonpost.com/sandra-ingerman/inner-garden_b_942092.html

Este mês, use a sua imaginação para sentir o que é uma experiência de corpo inteiro. Tire algum tempo para meditar ou fazer uma viagem xamânica, em que possa fortalecer o seu núcleo interno. Vai dar-lhe a força necessária para se aguentar com firmeza perante tanta morte, mudança e transição.

Imagine com o seu corpo, não apenas com a mente. Envolva a sua consciência corporal.

Reflita nos alicerces que tem construído. Não consegue fortalecer o seu núcleo interno sem alicerces fortes. Os seus alicerces são os seus pensamentos, atitudes, memórias e visões.

Continue a fortalecer as suas atitudes e visões positivas. Foque-se nas boas memórias e liberte-se das velhas histórias que precisam de morrer. Use a sua imaginação para se focar no que quer experienciar na vida, em vez de usar a imaginação para se concentrar em cenários trágicos.

E, com esses alicerces, permita à energia mover-se através de todo o seu corpo, de forma a sentir raízes fortes a entrarem na terra e um núcleo forte e saudável. Esses ramos fortes e saudáveis crescerão na direção do sol e vão aumentar a sua capacidade de receber e absorver a luz da vida.

Ande na Natureza. A Natureza já está sintonizada com as mudanças que hão-de vir. As alterações climáticas surpreendem os seres humanos. Mesmo com os melhores esforços dos cientistas, continuamos a ser surpreendidos pela quantidade de mudanças nos padrões climáticos.

Mas a Natureza não está surpreendida. A Natureza não precisa de ser informada pelos cientistas do que aí vem. Todos os seres vivos têm uma capacidade interna para sentir o que aí vem. Temos visto como, ao longo dos tempos, os animais sabem quando vêm terramotos, maremotos, tornados, etc. Os animais, no geral, e os pássaros, em particular, têm o seu próprio radar interno e sabem quando devem migrar e sair de uma determinada área.

Também somos Natureza, por isso temos os nossos próprios sensores internos. Mas alguns de nós deixaram de sintonizar a frequência interna que nos informa. Continuamos a permitir que sejam os outros a informar-nos ou racionalizamos demasiado, o que cria uma perda de comunicação com o nosso conhecimento interno.

Continue a praticar a gratidão. Viver a vida de um lugar de profunda apreciação é uma maneira poderosa de construir um núcleo forte e resiliente.

Por isso repito: estar focado é uma experiência de corpo inteiro. Este mês dedique-se a sentir isto. Afaste-se de tentar perceber mentalmente. Este mês saia do seu corpo e crie um núcleo interno forte, confiando nos seus sentidos internos, e não dependa demasiado da informação que recebe do mundo exterior. Mova-se a partir de dentro.

Há vários anos fiquei fascinada com as múltiplas realidades paralelas. Nos meus workshop fui tendo pessoas que viajavam para diferentes realidades, onde viviam diferentes vidas, criadas a partir das diferentes escolhas que faziam. Na teoria das múltiplas realidades, cada vez que ponderamos as diferentes escolhas que podemos fazer, acabamos por viver cada opção numa realidade diferente.

Recentemente, comecei a refletir sobre como, na verdade, podemos ver as nossas energias coletivas manifestarem diferentes realidades aqui e agora, neste Universo.

Há muitas pessoas no mundo que acreditam que só os seres humanos são inteligentes e têm consciência. Estas pessoas vivem numa dimensão e frequência em que a Natureza é composta de coisas que não têm espírito e que não precisam de ser tratadas com honra e respeito. A Natureza apenas existe.

Alguns de nós acreditam que tudo o que existe está vivo, tem um espírito e está conectado com uma teia de vida. Neste sentido, conseguimos sentir a força viva da Natureza e sentirmo-nos conectados com ela.

Depois, há pessoas que vivem com a consciência que não só a Natureza é viva e tem um espírito, como comunica, observando-nos e interagindo connosco. Com este entendimento, acabamos por entrar numa outra realidade de vida.

Também podemos entrar numa nova dimensão à medida que reconhecemos o divino na Natureza e a Natureza reconhece o divino em nós. É uma dimensão adorável para se entrar.

Estes são exemplos de perceções sem fim que todos temos sobre a vida. E de como qualquer sensibilidade pode aceder à sensação de viver a partir de diferentes níveis de consciência, que criam diferentes realidades no nosso mundo.

Desde que escrevo a Transmutation News, tenho partilhado a importância de sonhar o mundo em que quer viver e torná-lo realidade. Temos usado todos os nossos sentidos para ver, ouvir, sentir, cheirar e saborear o mundo em que desejamos viver.

Para uma pequena revisão dos princípios básicos, pode ler o meu artigo “Como criar uma nova visão para o Planeta” em Huffington Post:
http://www.huffingtonpost.com/sandra-ingerman/world-vision_b_914986.html

Penso que todos os que leem a Transmutation News querem acreditar que é possível entrar numa nova dimensão da realidade onde podemos viver uma vida de alegria, harmonia, abundância, paz, boa saúde, etc.

E, devido ao transe coletivo em que nos encontramos, até podemos vislumbrar as realidades em que queremos viver, mas, ao mesmo tempo, sentimos que não temos realmente o poder de mudar o mundo em que vivemos.

Se não ousarmos aceder ao nosso poder e compromisso e, em vez disso, nos mantivermos focados em cair na desilusão, desespero e desistência, então não estamos a entrar completamente no mundo que queremos criar. Continuamos a viver entre o velho e o novo.

Temos de aprender a mudar a história que vivemos. As nossas histórias formatam e criam a realidade definitiva em que vivemos.

Devemos fazer uma escolha de estarmos no mesmo caminho do transe coletivo, tentando apenas sobreviver, ou fazer o melhor da vida e atravessar os véus do desconhecido para uma nova dimensão da realidade que existe, mas que espera que participemos nela.

A escolha é sua. Volte a focar-se em experimentar, na prática diária, a sua nova vida com todos os sentidos. Comprometa-se com a sua história. Continue a enriquecer a sua história trazendo novos detalhes e informações sensitivas mais fortes. Junte personagens à sua história e alargue o número de espectadores. Torne essa experiência real. Viva a partir daí, não seja um mero observador. A única maneira de tornar essa experiência real e entrar numa nova dimensão é viver a partir desse ponto.

Somos seres luminosos e continuamos a criar forma e matéria com as nossas histórias. Mude a sua história e mude a sua vida. Mude completamente a sua consciência e mude a realidade em que vive.

No planeta Terra as pessoas estão a viver em diferentes realidades. Em qual delas quer habitar?

A Lua Cheia é a 6 de Abril. Este mês, foque-se nos sentimentos do corpo, na sensação interna de transfiguração. Seja um farol de luz. Não se visualize apenas a alimentar a teia de luz que nos conecta a todos. Seja essa luz. Este mês, vamos todos fazer o trabalho de transfiguração como se fosse uma experiência completa do corpo.

Se é um novo leitor de Transmutation News, por favor leia “Criando uma Teia Humana de Luz” na página principal.

Vamos unir totalmente os nossos corações para que sejam um vaso do amor universal, banhando toda a vida com amor.

Ao continuarmos a tecer uma poderosa teia de luz e amor, criamos um laço forte e estamos preparados para continuar juntos o nosso trabalho de estar ao serviço seja de que crise for que aconteça no planeta.


Copyrights. Sandra Ingerman 2012

Translation: Sofia Frazoa

Transmutation News – March 2012 – Portuguese

Transmutation News Março de 2012

No mês passado escrevi sobre o acordar do transe da consciência de massas. Podemos despertar para novas perceções e sensações de vitalidade. Em Fevereiro sugeri que, como primeiro passo, devíamos definir uma intenção de despertar.

Quando definimos uma intenção, no início podemos sentir que estamos num estado mental. Mas definir uma intenção ativa o subconsciente para manifestar o nosso objetivo. O que pode parecer, inicialmente, um conceito mental, rapidamente passa a uma experiência corporal.

À medida que definimos a nossa intenção de acordar do sonho que agora estamos a viver, começamos a movimentar-nos em direção a um estado mais profundo de consciência.

Outro passo é começar a observar e refletir sobre a forma como nos nutrimos. Temos estado a olhar para a forma como nos conectamos com o amor universal. Também devemos refletir sobre como temos cuidado de nós.

A nutrição aparece em vários níveis. A absorção permite-nos receber nutrição verdadeira. E devemos refletir sobre o que estamos a absorver. O que absorvemos da vida? A um nível pessoal, é tempo de refletir nas seguintes questões:

Que energias absorvemos dos média?
Que energias absorvemos dos nossos próprios pensamentos?
Que energias absorvemos das pessoas que nos rodeiam?
Está a trabalhar com a prática de transmutar, intencionalmente, as energias que transporta das pessoas que conhece e do coletivo para a sua psique e para o corpo?
Tem trabalhado na substituição de pensamentos derrotistas por pensamentos positivos?
Refletindo sobre estes aspetos, vai encontrar em si a energia que alimenta novas intenções.

Estamos constantemente a absorver energias. À medida que aprendemos a elevar a nossa frequência, é essencial aprendermos a absorver e a nutrirmo-nos com a luz divina que a apoia.

Isto também é verdade para o que comemos. Há uma frequência maior na natureza para a qual a maior parte de nós está adormecido e não tem consciência. Há tantas dimensões na própria natureza. Para apoiarmos os nossos corpos a serem um vaso de uma vibração maior, devemos pôr a nossa atenção a absorver a frequência mais elevada da natureza. Isto significa que, enquanto comemos, bebemos água, tomamos banho ou respiramos e andamos ao sol, devemos focar-nos em absorver a luz divina da natureza.

Muitas vezes falamos sobre mudar a consciência, mas os nossos corpos também devem ser apoiados nesta mudança. Temos de aprender a abrir o véu para uma nova dimensão de como entendemos a nossa comida e os elementos que ingerimos. Precisamos de abrir os véus entre a consciência densa de como tratamos a natureza e o seu nível mais elevado de inteligência. A natureza é um espírito auxiliar. É tempo de receber nutrição divina da própria natureza e aprender como absorvê-la. Devemos lembrar-nos que também somos parte da inteligência divina.

Quando o nevoeiro das crenças coletivas levantar, podemos experimentar os prazeres momentâneos que geram alegria. E isso pode ser acordar com o canto dos pássaros; sentir o calor do sol depois de ter feito frio; ver a beleza da neve a cair; ouvir os sons de crianças a rir; ver uma bela árvore ou planta florida num dos passeios pela natureza.

Tudo isto faz parte do acordar do transe.

Dois dos ensinamentos fundamentais da Medicina para a Terra são:

As energias que alimentamos são aquelas a que damos vida.

A Alquimia é a prática de trabalhar dentro de nós, mergulhando na densa escuridão interior, e aprender a transmutar os nossos estados internos para consciência de luz dourada.

À medida que continuamos a trabalhar com esses ensinamentos, chegamos a um ponto de perceber que as histórias pessoais e coletivas que alimentamos são apenas criadas pelo ego.

A um nível espiritual não há história sobre a qual as pessoas devam ter pena, culpem, tenham de curar. A única história espiritual que existe é que nós somos Um com o Amor e a Luz universais.

Ao vivermos os ensinamentos espirituais, começamos a ver ilusão em todas as histórias a que estamos conectados.

A história também pode afetar a forma como fazemos o nosso trabalho de visão. O ego não fica satisfeito apenas com uma visão positiva. O ego quer ver um resultado imediato.

Ao mesmo tempo que nos apegamos às nossas histórias, muitas vezes acabamos por diminuir as nossas expetativas sobre a vida, acabando por criar uma aridez e diminuindo a nossa própria força vital.

As tradições espirituais ensinam que, para ver além da história e do resultado final, há o poder de, simplesmente, irradiar luz. Podemos ver-nos a nós mesmos, aos outros, ao próprio planeta em luz divina.

E à medida que fazemos isso, a inteligência divina da natureza suporta e faz acontecer o projeto com o qual nascemos. Permitimos que as soluções surjam através de nós, em vez de as forçarmos.

Continuo a ver que, quanto mais me mantenho rendida à inteligência divina que me habita por dentro, mais me posso mover para além da minha necessidade egóica de ficar ligada à “minha história” e a qualquer resultado.

Isso cria espaço dentro de mim para canalizar o Amor Universal e a Luz divina sem apego.

E a minha alma anseia por afastar-se do que me prende ao condicionamento da sociedade.


A minha própria alma anseia por alimentar a luz interna e o fogo que me habitam para ser uma luz no mundo.

Há milhares de anos que os mestres espirituais nos têm ensinado a fazer isto. Devemos afastar-nos de olhar a vida através dos olhos do ego e ver o mundo através dos olhos do espírito.

No entanto, nem todos se sentem prontos para o fazer. Estamos numa aventura de vida e todos temos que trilhar o caminho de uma forma lenta e constante.

Alguns de nós ainda precisam de explorar o condicionamento passado que cria uma certa história repetitiva, que continua a tocar como uma canção a que a nossa mente se agarra. E sabemos bem como, às vezes, uma canção fica na nossa cabeça e continua a tocar repetidamente.

E, para alguns, a música tem tocado muito e sabemos, exatamente, de onde vem a música da nossa história. É hora de substituí-la por uma nova. É tudo uma questão de tempo.

Se se mantiver no seu caminho, encontrará uma profunda liberdade interior ao deixar de lado as necessidades do ego. Encontramos a liberdade quando nos distanciamos da história e da necessidade de gratificação imediata, de querer ver certos resultados.

Perceba onde está no seu caminho. Estamos próximos de uma mudança de estações. Verifique se está pronto para alimentar a luz da vida.

Se a sua resposta for sim, ao entrar a primavera no Hemisfério Norte e o outono no Hemisfério Sul, assuma o compromisso de irradiar luz na sua vida, nas suas histórias e nas histórias coletivas.

Alivie-se da necessidade de saber como resolver problemas a partir de uma linha mental de pensamento. Ao experimentar a luz da vida, as verdadeiras soluções irão borbulhar da semente de saber que está dentro de si. Para muitos de nós, essa semente está há muito tempo à espera que as condições certas lhe permitam germinar e florescer.

Este mês, Sylvia Edwards presenteia-nos com um disco com o qual podemos trabalhar para mudarmos de sintonia para a Luz Divina. Mais abaixo está um pequeno texto sobre o disco e a sua imagem, para meditar.

No passado, já lhe pedi para fazer uma meditação ou viagem xamânica com o intuito de conhecer o seu criador ou os poderes criativos do Universo. Desta forma podemos começar a entender como fomos criados e podemos aprofundar a nossa prática de transfiguração. Pois, quando nos transfiguramos no divino, é útil ter alguma sensação celular desse mesmo divino.

Também lhe pedi para experimentar, a um nível celular, o amor colocado no momento da sua criação. Pois você foi criado a partir da energia do amor universal e, quanto mais a pudermos absorver, mais a cura e a transformação ocorrem em nós a muitos níveis. E também podemos tornar-nos vasos mais fortes de amor universal.

Este mês gostaria de lhe pedir para fazer uma meditação ou viagem xamânica para se encontrar com a Terra. Coloque uma música meditativa que o faça sentir-se em expansão. Peça para encontrar a Mãe Terra, que o nutre e da qual você é parte. Tal como acontece com o Criador, a Terra alimenta-nos com o amor universal e incondicional. Experimente-o e absorva-o.

Agora, na mesma meditação ou viagem xamânica, aprofunde a sua experiência e insira-a na terra onde vive. Estamos a entrar na primavera no Hemisfério Norte e no outono no Hemisfério Sul. Experimente a mudança na Terra à medida que as estações mudam. Sinta a mudança em movimento no solo e perceba quaisquer sentimentos qualitativos dessa mudança.

Saiba mais sobre a Terra e as mudanças das estações, fundindo-se e tornando-se a própria Terra.

Sinta como a Terra espera que as novas sementes sejam plantadas. Estas sementes devem ser plantadas por humanos, transportadas e deixadas cair na Terra pelo vento ou água, levadas por um pássaro, um inseto, ou outras formas de vida.

A Terra espera pacientemente para que estas sementes sejam plantadas no seu corpo, no seu solo. E então ela nutre cada semente sem julgamento do que é transportado no seu interior e do que vai crescer a partir daí. Ela apenas alimenta com amor incondicional, tal como o nosso Criador.

Como seres humanos, cabe-nos usar o discernimento sobre o que plantamos. Porque a Terra vai levar as nossas sementes e alimentá-las incondicionalmente.

Se plantarmos sementes de medo, raiva e desesperança, em seguida o nosso jardim e a nossa Terra interior vão nutrir essas sementes sem julgamento. Devemos escolher plantar o que queremos que a nossa Terra interna nutra e faça crescer.

No equinócio, escolha cuidadosamente as sementes que deseja plantar no seu jardim interior. A sua terra interior espera pacientemente por essas sementes.

A 20 de Março, no equinócio, vamos definir juntos e com discernimento uma intenção de plantar sementes nos nossos jardins exteriores e interiores. Vamos planear, em conjunto, o jardim que queremos ver crescer. Plante sementes com intenções, palavras, pensamentos que contêm o potencial criativo de paz, amor, luz e oportunidades ilimitadas.

Somos os jardineiros deste fantástico planeta Terra. Vamos trabalhar em parceria harmoniosa uns com os outros e com a própria Terra para cultivar um jardim de verdadeira beleza e amor.

No equinócio, saia e conecte-se com os elementos, sentindo o quanto faz parte de toda a vida. Não importa se vive num ambiente urbano ou na natureza. Basta ir para o exterior e ficar em contacto com a Terra.

Feche os olhos e faça algumas respirações profundas, sentindo-se conectar com as batidas do coração da Terra. Levante os braços para o céu e abra-se à vida. Abra-se para uma mensagem que o vento lhe traz hoje. A mensagem tanto pode vir através de uma suave brisa como de uma forte rajada. Ouça. Sinta o poder do sol a alimentá-lo. Mesmo se não é um dia de sol, ele continua a fornecer a energia para sua vida.

Em algum momento, durante o dia, beba um copo de água e absorva a incrível nutrição que a água lhe traz.

Não estamos separados dos elementos. Somos um com os elementos. O espírito dos elementos apoia-nos imenso. São espíritos auxiliares, inteligência divina da Natureza. Sinta como estamos todos ligados a esta inteligência.

Quando estava a escrever a newsletter deste mês, em 24 horas recebi duas correspondências diferentes de professores de Medicina para a Terra. Lauren tinha uma visão sobre a transfiguração. Ela partilhou como a consciência de tudo – o ar, a vegetação local, os espíritos – nos pode levar a concentrar na visão da transfiguração. Ela escreveu: “Foi como se a consciência do ar fosse um olho divino, que se virou e olhou para mim.” Lauren viu como poderíamos convidar o espírito da natureza para participar numa cerimónia de transfiguração.

No dia seguinte, recebi um e-mail de Karen, que tinha acabado de liderar uma cerimónia de transfiguração na sua área local. E ela queria que eu soubesse que o grupo sentiu que os espíritos da natureza e os elementos se juntaram e estavam presentes durante a cerimônia.

Foi uma sincronicidade interessante receber estes dois e-mails sobre a natureza e o trabalho de transfiguração com a diferença de 24 horas.

Tenho de saber se estamos a receber uma pista de como aprofundar o nosso trabalho.

A lua cheia é a 8 de março. Vamos unir os nossos corações e o espírito divino em amor para a rede de luz que nos conecta a todos. Vamos irradiar luz divina e amor universal através de todo o planeta. Sinta a radiação de luz a ir às profundezas da Terra, alimentando as raízes da vida que nos conecta a todos. Vamos continuar a aprofundar a nossa prática de transfiguração, alimentando e nutrindo a teia de luz.

Vamos convidar os espíritos da natureza a juntarem-se à nossa cerimónia da lua cheia para criar uma teia humana de luz. Sinta o olho divino dos elementos que giram na nossa direção e estão em parceria connosco à medida que experimentamos a nossa conexão divina de alimentar a teia de luz.

Se é um novo leitor de Transmutation News, por favor leia “Creating A Human Web of Light”, na página principal deste site.

Se é um novo leitor, as instruções para a nossa cerimónia de lua cheia são escritas no topo da página.

Os tempos em que vivemos chamam-nos a aprofundar a nossa prática espiritual. Não devemos encarar o nosso trabalho espiritual de ânimo leve. A vida precisa de pessoas que estejam dispostas a abrir os corações para trazer luz, sabedoria e amor do lugar espiritual mais profundo que habita cada um de nós. Vamos germinar as sementes que possuem sabedoria ilimitada. Estas sementes têm estado à espera das condições adequadas para germinar. Chegou a hora!

Desejo a todos uma primavera e um outono alegres!

Aqui estão duas citações de Einstein para nos inspirarem durante este equinócio:

“A vida é como andar de bicicleta. Para manter o equilíbrio deve manter-se em movimento”.

“Eu acredito na intuição e inspiração. A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado, enquanto a imaginação abraça o mundo inteiro, estimulando o progresso, dando vida à evolução. “

Sylvia Edwards, webmaster do site, presenteia-nos este mês com um disco com o qual podemos trabalhar. Pode saber mais visitando o site www.collectivelight.com.

Muitos de vocês estão a trabalhar com os discos da Sylvia. Eu tenho trabalhado com eles e considero-os bastante transformativos. Estou grata pelo facto de todos podermos trabalhar em conjunto com este disco, o que ajuda a deixar ir a mente egóica, as nossas histórias, e leva-nos a mover-nos para a Luz Divina.

O disco chama-se “Luz Divina”. Se olhar para ele por 4 segundos, o que absorve nesses 4 segundos fica por 24 horas.


“Luz Divina” copyright 2012, Sylvia Edwards.
Olhando para este disco, rendemo-nos à Luz Divina de toda a Criação. É a única coisa que cria todas as coisas – a centelha da vida. É a coisa, a substância, emoções, pensamentos visíveis e invisíveis, em todas as realidades. É o mais puro dos puros.

Ao olhar para o disco nos primeiros 4 segundos, a mente pode tornar-se ocupada, mesmo durante esse tempo. No dia seguinte, quando voltar a olhar para ele, a capa do disco começa a acalmar a mente. Olhar para este disco dia após dia traz quietude interior, faz-nos estar atentos ao momento, entrar numa respiração una, na Luz Divina onde todas as respostas estão, toda a clareza, todo o bem, toda felicidade, toda a tranquilidade.

Não há símbolo neste disco porque ele não nos ancora numa coisa, numa ideia. É todas as coisas, todas as ideias, é tudo o tempo todo.


Copyrights. Sandra Ingerman 2012

Translation: Sofia Frazoa

Transmutation News – February 2012 – Portuguese

Transmutation News Fevereiro de 2012

Espero que tenha conseguido participar na cerimónia realizada em Janeiro, na qual enviámos bênçãos a toda a água do mundo e absorvemos essas bênçãos ao beber um copo de água na Lua Cheia. Sei, por mim, que me senti muito bem e cheia de energia!

Todos queremos ver mudanças positivas nas nossas vidas e no planeta. E queremos vê-las agora! Esta é a escolha do ego. E a grande questão é que, como estamos todos numa jornada espiritual, o ego pode não conseguir o que quer, na forma que quer e na altura que quer.

Se pensarmos num comboio que nos transporta a uma nova estação, se levarmos connosco todo o “lixo antigo”, esse mesmo lixo irá acompanhar-nos quando sairmos na próxima paragem.

A chave é estar presente com o aqui e agora. Nos últimos meses de 2011 escrevi bastante sobre o poder do amor universal e a necessidade de trazer ao mundo amor incondicional.

Não há possibilidade de sermos um vaso do amor universal e incondicional se não nos amarmos. Isso, simplesmente, nunca vai acontecer. E, para prosseguir com o trabalho de Medicine for the Earth, devemos ser amor para conseguirmos ver o amor manifestar-se no mundo.

Se não nos podemos amar e perdoar pelas nossas acções e comportamentos passados, então iremos carregar com todos os nossos fardos para o futuro. E são todos estes velhos fardos, julgamentos, falta de amor, que criam os problemas que actualmente temos. Se não os curarmos, iremos carregá-los no futuro e nada muda.

Precisamos de aprender a trazer o amor universal e incondicional a nós mesmos. Estamos tão treinados para dar! E agora sabemos, através de investigações médicas e psicológicas, que a tendência para dar de mais causa doenças físicas.

Neste mês, dê atenção a si mesmo! Dedique-se algum tempo, todas as manhãs, assim que se levanta, ou antes de se deitar. Coloque uma música de que goste. Ponha as mãos no coração. Conecte-se com o seu espírito divino interior, que é pura luz e amor universal. Deixe o amor pulsar através de cada célula do seu ser.

À medida que libertamos tudo o que é velho, que precisa de ser curado para que o espírito do amor e da luz entrem, estamos livres para criar algo novo para o futuro. De outra forma, permanecemos a criar toda a mesma avalanche de coisas velhas das quais nos tentamos continuamente libertar.

Neste tempo em que tenho feito viagens xamânicas e meditado sobre as minhas metas pessoais para 2012, sinto-me cada vez com mais vontade de aprofundar a minha sabedoria espiritual e acordar do transe do colectivo.

Desde criança que tenho percebido que, como humanos, temos muito mais potencial do que, na realidade, estamos a conseguir alcançar. E, a cada ano que passa, sinto-me frustrada com uma certa falta de movimento. Tem havido imensas mudanças positivas e de consciência. E eu aprecio o quanto as pessoas têm crescido e evoluído. No entanto, também sabemos que utilizamos muito pouco do nosso cérebro. Ainda estamos a dormir em muitas áreas!

Nascemos com um modelo de como viver uma vida saudável e significativa. Mas, como nos desligámos do viver em harmonia com a natureza e da nossa profunda sabedoria espiritual, desconectámo-nos do nosso projecto.

Toda a mudança começa com a definição de uma intenção. É importante redefinir a sua intenção para despertar. Parte dessa intenção precisa de ser sobre o voltarmos a conectar-nos com a natureza, pois somos um com ela. Precisamos de redefinir a nossa intenção de nos conectarmos com a nossa sabedoria espiritual mais profunda. Precisamos de definir a intenção de acordar do transe colectivo. Isto significa que devemos perceber de que forma continuamos a distrair-nos de uma conexão com o nosso conhecimento interno.

Todos estávamos programados para ter um enorme potencial criativo espiritual. Mas, como nos desconectámos da nossa própria programação interna e nos conectámos com a programação externa da massa colectiva, ficámos em transe e esquecemo-nos do que somos capazes. Há dimensões da realidade que não estamos a ver porque estamos demasiado adormecidos para estar atentos às frequências e energias mais altas, que circulam em nós e à nossa volta. Estamos adormecidos, inclusive, para uma inteligência superior na própria natureza.

É hora de acordarmos para o que nascemos a saber. Fazendo este compromisso a paixão criativa dentro de nós alimenta-se, dando-nos nova energia para avançar na vida.

A lua cheia é a 7 de fevereiro. Vamos, juntos, definir a nossa intenção de acordar do transe colectivo. Concentre-se na sua luz espiritual e junte-se à nossa comunidade, irradiando essa luz, enquanto continuamos a tecer uma teia de luz dentro e por toda a terra.

Mantenhamos a nossa comunidade na luz, ajudando a curar os que mais precisam. Lembre-se do poder exponencial do trabalho em comunidade. Como temos uma intenção em conjunto, o poder do nosso trabalho é multiplicado. Sonhe mais uma vez com o potencial ilimitado que nasceu com os humanos e vamos apoiar-nos uns aos outros para manifestarmos juntos o nosso potencial.

Aqui fica uma citação de John Muir para nos inspirar este mês:

“Quando se puxa uma única coisa na natureza, descobre-se que atrás dela vem o resto do mundo.”

Transmutation News – January 2012 – Portuguese

Transmutation News Janeiro de 2012

Este é um momento emocionante em que acolhemos o Ano Novo e a tão esperada chegada de 2012.

Antes de continuar a ler a coluna deste mês, retire um minuto para fechar os olhos. Imagine os milhares de pessoas que, em todo o mundo, têm lido a Transmutation News em diferentes línguas e que se têm focado, em conjunto, a irradiar luz pelo planeta.

Respire profundamente algumas vezes e imagine que o faz dentro e através do seu coração. Sinta o amor que tem pela vida, que é tão preciosa! Permita que o seu coração se encha de amor por todas as pessoas da nossa comunidade global, dedicada a ser uma luz no mundo e com a ambição de se transformar num lindo sonho para todas as formas de vida. Irradie essa luz e absorva também a luz que brilha de volta para si. Respire o amor universal – inspire-o e expire-o.

Quando sentir que irradiou amor e luz para toda a nossa comunidade global e para a própria Terra, abra os olhos e continue a ler.

Juntos, desejamos-lhe o melhor para o Ano Novo! Respire fundo e sinta as bênçãos que o nosso círculo lhe enviou.
Durante milhares de anos, as tradições espirituais partilharam que a vida é um sonho. Estes ensinamentos mostram-nos que o nosso mundo exterior é uma verdadeira projecção.

Neville ensinou-nos que o mundo somos nós empurrados para fora. Pessoalmente, esta frase tem um grande significado para mim.

O nosso mundo é criado a partir das formas do nosso pensamento. Basta reflectir um minuto sobre isto. A expressão “formas de pensamento” significa que os nossos pensamentos criam forma.

Em toda a minha vida, tenho verdadeiramente entendido que nascemos para nos experimentarmos como espírito que veio manifestar uma forma, tal como o criador ou as forças criativas do Universo manifestaram esta Terra maravilhosa.

Viemos para manifestar alegria, beleza e amor. Viemos aqui para aprender a ser um reflexo do nosso criador.

Ao recebermos o Ano Novo, aproveitemos este mês para reflectir que formas de pensamento estamos a materializar no mundo.

Muitas pessoas fazem resoluções de Ano Novo para as diferentes mudanças que querem ver nas suas vidas.

Vamos fazer uma resolução para termos um futuro brilhante e focarmo-nos nos pensamentos necessários para tornar realidade um lindo sonho que tenhamos para toda a vida na Terra.

Mantenha uma visão positiva para o mundo. Lembre-se que, aquilo a que damos energia, damos vida.

Seja diligente em ter uma forte visão de um mundo cheio de paz, amor, luz, harmonia e abundância para todos.

Continue a usar todos os sentidos para ver, ouvir, sentir, cheirar e provar o que esse novo mundo seria, tal como se estivesse a acontecer agora. E não sinta esta criação como se estivesse a ver um filme. Entre nesse mundo e viva-o. Dê-lhe forma!

Precisamos de aprender a largar a necessidade de resultados imediatos e a influência do que vemos nas notícias.

Estamos num processo de evolução que requer que todos permaneçam fiéis aos seus sonhos. Acredito, realmente, que muitos de nós desistem demasiado facilmente e perdem o foco se não conseguem resultados imediatos.

À medida que o tempo acelera, os resultados das nossas práticas manifestam-se a uma velocidade exponencial. É, por isso, muito importante manter o foco. Muitos de nós querem ter sonhos bonitos, mas encontram-se enredados no medo e na raiva. E o poder da energia com que alimentamos o nosso medo e raiva substitui, com muita frequência, a energia que cria a beleza e o amor que desejamos manifestar.

Este é um tempo de aprendizagem muito poderoso. O que tem a perder se decidir deixar de alimentar o pesadelo e escolher focar-se num sonho brilhante e belo?

Acho que temos mais a perder quando simplesmente desistimos e permitimos que o nosso medo e raiva nos conduzam.
Parte da aprendizagem durante este processo evolutivo é elevar a sua consciência e tornar-se um ser de luz, amor e paz.

Este é um trabalho em progresso, por isso mantenha o seu foco! E deixe-nos apoiar uns aos outros à medida que juntamos os nossos corações para se focarem num presente e futuro brilhantes. O que conseguimos fazer a nível individual é exponencialmente aumentado quando trabalhamos juntos.

No ano passado, pedi-lhe algumas vezes para meditar ou fazer viagens xamânicas para se encontrar com o seu criador e/ou as forças criativas do universo. O objectivo do trabalho que fizemos juntos era, primeiro, conhecer quem o criou e criou toda a vida. Depois, pedi-lhe para sentir o amor universal que foi colocado na sua criação e absorvê-lo realmente em cada célula do seu ser.

Para começar o ano, gostaria de avançar com esta prática. Se não fez este exercício anteriormente, por favor, faça-o agora.
Uma vez que experimentamos o amor universal que entrou na nossa criação, é altura de experimentar também o poder que vive dentro de nós, que é um verdadeiro reflexo do nosso criador. Porque, como nós nascemos de Deus, da deusa, das forças criativas do universo, do poder do universo (o que lhe queira chamar), também somos esse poder.

E é hora de entrar nesse poder espiritual e usá-lo para o bem de todos. É importante lembrar que o poder é a capacidade de transformar e transmutar energias. E, quando realmente experimentamos o amor universal, vamos sempre usar o nosso poder para trabalhar em cooperação e colaboração com a própria vida e não abusar dela para ganhar poder sobre os outros.

Muitos de nós permitimo-nos ficar presos no sonho colectivo, que apenas reflecte o que acontece no mundo material. Mas sei que muitos de nós anseiam por aprofundar o que é a vida. Quando só olhamos para o mundo material, de alguma maneira a vida começa a perder sentido.

Para conseguirmos uma maior profundidade de envolvimento com a vida em diferentes níveis, temos de transcender as crenças colectivas. E a única forma que temos de fazê-lo é aprofundando o nosso trabalho espiritual. Isso significa explorar a verdade de quem somos, que é espírito. Temos vindo a fazê-lo através do nosso trabalho de transfiguração.

Outro aspecto desta questão é meditar e/ou fazer uma jornada para o criador/força criadora do universo. Nesta experiência, peça para ser mostrada a verdade de quem você é e o poder espiritual que vive dentro de si e que pode ser usado para o bem de toda a vida. E pergunte como pode usar o seu potencial criativo, neste momento, no planeta. Peça passos simples que possa começar a usar imediatamente.

Quer medite ou faça uma viagem xamânica, deixe as forças criadoras/do criador guiá-lo. Vai obter as informações que precisa, se realmente se permitir entrar na profundidade do seu espírito.

Quando é apanhado no sonho colectivo, nas crenças, e começar a sentir dor e sofrimento, pode dar graças a seu espírito interior e pedir ajuda para desafogar-se da sua dor e sofrimento. Pode libertar a sua dor para o espírito interior, que sabe como transformar tudo.

Também é importante continuar a prática que temos feito juntos de observar, através dos olhos do espírito, o que está a acontecer na sua vida e no mundo ao seu redor. Pode fazer isto meditando para sentir a sua divindade e, em seguida, olhar para tudo na sua vida através dos olhos do espírito.

No meu cd “Meditações Xamânicas” oriento um exercício sobre como olhar para o mundo através dos olhos do espírito. Os que falam inglês podem conseguir mais orientação ouvindo essa meditação guiada.

Mas, na realidade, apenas precisa de definir uma intenção forte e clara para se permitir ir ao encontro do seu espírito interior e observar a vida através da perspectiva do seu espírito divino.

Quanto mais conseguimos aprofundar este nível de consciência, mais poderemos deslocar-nos do sonho colectivo e do sistema de crenças limitadoras, concentrando-nos em conjunto para ser uma força unificada de transformação positiva no mundo.

Gostaria de sugerir uma cerimónia para receber o Novo Ano.

Escolha um dia neste início de ano, quando conseguir deixar de parte por uns momentos a lista de coisas que tem para fazer. Decida-se por um dia em que possa gastar uma quantidade significativa de tempo a compartilhar o amor e o apreço pela vida.
Pode dar um passeio na natureza e/ou passar um dia em meditação silenciosa.

Em silêncio ou com a ajuda de uma música relaxante e expansiva, irradie amor universal para todas as águas existentes na Terra. Sinta-se realmente na sua luz divina e irradie amor. As águas do mundo levarão este amor para a Terra e para todas as formas de vida.

Mantenha o foco em irradiar amor e luz para as águas do mundo, numa base diária. Com tantos milhares de pessoas a fazer o mesmo no mundo inteiro, vamos criar uma grande forma de cura. Compartilhe esta prática com os outros na sua comunidade local e pessoal.

Além disso, na Lua Cheia (a 9 de Janeiro), encha um copo com água e deixe-o fora durante o dia. A água continuará a colher e absorver todas as bênçãos que têm sido partilhadas na nossa comunidade global.

No final do dia, beba essa água e absorva totalmente o amor, a luz e bênçãos que foram partilhadas por todos nós.

Continuamos o nosso trabalho a 9 de Janeiro, na Lua Cheia, à medida que irradiamos luz através da rede que liga todos os seres vivos nesta Terra. Agradeçamos ao espírito que reside em todas as coisas e abracemos todos com amor universal.

Se é um novo leitor da Transmutation News, por favor, leia “Creating A Human Web of Light” na página principal deste site para mais instruções sobre as nossas cerimónias mensais.

Desejo-vos a todos um ano cheio de luz, amor e com profundas e significativas aventuras!

FELIZ ANO NOVO!

Transmutation News – December 2011 – Portuguese

Transmutation News Dezembro de 2011

Gostaria de começar por agradecer a todos os que me enviaram condolências e se juntaram na celebração de vida do meu pai Aaron Ingerman. Foi muito significativo para mim e para a minha mãe.

Os que têm lido a Transmutation News ao longo destes anos sabem que tenho partilhado o quanto os meus pais me inspiraram. É muito importante honrá-los por tudo o que fizeram por mim. Obrigada!

O grande ensinamento espiritual que tenho recebido ao longo dos anos prende-se com o poder do amor universal, que está para além da personalidade. A cura pode ter lugar através da compreensão, mantendo esse amor universal. O que acontece a um nível pessoal não importa. Ser capaz de manter um estado de amor incondicional ajuda a toda a cura e transformação.

Manter um estado de amor universal e incondicional é o maior presente que podemos dar a quem amamos e a toda a vida na Terra.

Só que, como seres humanos, somos muitas vezes apanhados pela personalidade. Ao identificarmo-nos com a nossa personalidade e com a dos outros, os nossos sentimentos tornam-se muito complexos. E, quando somos apanhados por eles, deixamos de ser um verdadeiro canal de amor.

Como tenho escrito ao longo dos anos, a vida é preenchida, cheia de paradoxos. Por um lado, para experienciar a aventura da vida, temos de assumir personalidades como seres humanos. Cada um assume os diferentes papéis que quer viver, explorar e expressar nesta vida. E, ao mesmo tempo, somos um só, espírito divino, sempre conectados com a Fonte.

Devemos aprender a dançar o paradoxo da vida em toda a nossa prática espiritual. Ao mesmo tempo, devemo-nos lembrar que o amor do espírito, o amor divino, ampara-nos e envolve-nos o tempo inteiro. Devemos aprender a expressar este amor mais e mais a cada dia. O actual tempo em que vivemos pede-nos isto.

A vários níveis, não podemos mudar a “fisicalidade” do que acontece no mundo. Mas percebendo o divino em tudo e mantendo um estado de amor divino podemos transformar as energias do que está a acontecer.

Durante uma das minhas experiências de quase morte lembro-me de ter estado em frente a uma luz muito brilhante. Uma luz que estava apenas a irradiar amor incondicional para todos os que se encontravam perante ela. Alguns de nós iam ser julgados como criminosos e outros trabalharam para um lugar de amor. A luz ainda não nos reconhecia pelas nossas acções e pelo que fomos a um nível da personalidade. Esta luz de Fonte apenas irradiava amor e luz.

Este foi um ensinamento poderoso para mim numa idade tão jovem. E agora, mais do que nunca, vejo uma necessidade de aprendermos a envolver os outros em amor incondicional.

Reconheço que é mais fácil dizer do que fazer. Porque, enquanto personalidades, julgamos quem nos merece amor. E colocamos limites no nosso amor.

Temos trabalhado com o princípio de irradiar luz apenas como uma estrela no céu nocturno. Esta luz não tem limites e uma estrela irradia luz sem esforço. A Fonte também irradia amor sem esforço e não há limites para o amor do Universo.

Este mês gostaria que meditasse, fizesse uma viagem xamânica, experimentasse completamente em cada célula do seu ser o amor que esteve presente na sua criação. Leve algum tempo, como fizemos no passado, a sentir o seu criador. Encontre o termo que melhor funciona no seu sistema de crenças – Deus, a deusa, Fonte, criador, forças criadoras do Universo, o divino, o poder do universo, etc.

Ponha música e deite-se. Defina a sua intenção de encontrar o seu criador e experimente o amor que esteve presente na sua criação.

Antes já fizemos isto juntos, mas tenho de dizer que quanto mais conseguir fazer este exercício, mais consegue ancorar o sentimento de amor universal nas suas células. E quanto mais conseguir experienciar este amor divino nas suas células, mais o consegue expressar no mundo.

O amor cura!!

A 22 de Dezembro celebramos o solstício de Inverno no Hemisfério Norte e o solstício de Verão no Hemisfério Sul.
E, como todos sabemos, assinala-se a época de Natal que em muitos locais do mundo se tornou mais uma época comercial do que espiritual.

Muitas pessoas, nesta época do ano, saem para comprar árvores de Natal. Durante a nossa celebração dos solstícios deste ano, sugiro uma nova maneira de lembrar a época. É uma oportunidade para as pessoas da nossa comunidade criarem uma forma amorosa e profunda de se conectarem umas com as outras.

No meu livro “How to Thrive in Changing Times” escrevi sobre a tradição da Sibéria de criar uma árvore das orações.
Na Sibéria, as árvores são consideradas sagradas, uma vez que ligam a Terra e o Céu. Há uma maravilhosa tradição de criar árvores de oração.

São deixadas perto da árvore comidas e bebidas tradicionais. O xamã da comunidade também canta e agradece a ajuda dos espíritos auxiliares por levarem as preces das pessoas ao universo, para que os seus sonhos se manifestem de volta na Terra.

As pessoas atam fitas nos ramos das árvores. À medida que a árvore continua a crescer é importante não estrangular o ramo com um laço demasiado apertado.

Os laços atados à árvore são imbuídos de poder com orações dos indivíduos, famílias e comunidade.

Uma vez estava a ensinar na Escócia e fui levada a visitar uma floresta chamada “A Floresta das Fadas”, em Trossachs. Pessoas dos quatro cantos do mundo tinham vindo à floresta para deixar cartas, desenhos, imagens e orações para a cura pessoal e planetária. Foi tudo deixado numa árvore ou atado aos ramos das árvores da floresta. É uma visão extraordinária avistar um vale inteiro de árvores preenchidas com laços coloridos, fotografias, presentes e uma quantidade/variedade de objectos cheios de amor e esperança.

Para celebrar o solstício, este ano, sugiro a criação de uma árvore de orações na nossa comunidade. Comece por agradecer à árvore de uma maneira que venha realmente do coração. A chave é a intenção. Abençoe esta árvore pelo amor no seu coração, da mesma forma que este ser vivo trabalha em parceria para levar as preces às forças criativas do Universo.

Ate diferentes laços coloridos que tenham orações para si, para os seus familiares, para a sua comunidade e para o planeta. Convide os outros a fazerem o mesmo. Esta forma de trabalhar junta as pessoas e está, por si mesmo, a criar cura para toda a vida.

Também pode comprar uma árvore de Natal e, em vez de a ornamentar, pode criar uma árvore de orações para a comunidade. Pode até criar uma árvore de orações no seu local de trabalho. Desta forma, apoia todos os colegas nas suas orações.
Use a imaginação!

A Lua Cheia é a 10 de Dezembro. Vamos continuar a tecer a brilhante rede de luz através desta fantástica Terra! Vamos irradiar a nossa luz e amor abraçando toda a vida e a nossa maravilhosa comunidade global.

À medida que nos aproximamos do final do ano, por favor ajude-me a agradecer a todos os que contribuem para espalhar a Transmutation News pelo mundo.

Agradecemos e enviamos bênçãos a Sylvia Edwards, que é a brilhante webmaster de www.sandraingerman.com. E Bob Edgar, que foi a pessoa que, em 1998, sedimentou a ideia de começar uma coluna mensal. Ele tem mantido a Transmutation News em www.shamanicvisions.com. Obrigada, Bob. Desejamos-lhe tudo de bom!

Um agradecimento especial também a Eva Ruprechtsberger, que levou a cabo a ideia de encontrar tradutores voluntários para esta coluna mensalmente.

Juntamos os nossos corações e irradiamos luz, amor e bênçãos aos nossos tradutores da Transmutation News nas seguintes línguas:

Lena Anderheim – Sueco
Nello Ceccon – Italiano
Ines Fermosa – Espanhol
Sofia Frazoa – Português
Zora Fresnova – Eslovaco
Dorota Goczal – Polaco
Filitsa Giannakopoulou – Grego
Annie Idrissi – Francês
Aurel Mocanu – Romeno
Jitka “Jitush” Navratilova – Checo
Irina Osechinsky – Russo
Eva Ruprechtsberger – Alemão
Filiz Telek- Turco

A toda a comunidade global, desejamos um feliz solstício!

E no próximo mês entramos juntos em 2012!


Copyrights. Sandra Ingerman 2011

Translation: Sofia Frazoa

Transmutation News – November 2011 – Portuguese

Transmutation News Novembro de 2011

O meu pai, Aaron Ingerman, morreu aos 97 anos na noite de 21 de Outubro, um pouco antes das 20h. Morreu num verdadeiro estado de paz e graça, com as mãos no coração e a expressão mais tranquila. Agora, está num local muito mais bonito.

Havia um CD de música de harpa que tocou durante toda a tarde e toda a noite. E tivemos pessoas amorosas, sentadas em meditação silenciosa, com o meu pai ao longo do dia.

O meu pai era um homem extraordinário. Foi o melhor pai que uma rapariga poderia sonhar ter! Tomou bem conta de mim.

Foi amado, honrado e respeitado pela sua generosidade de espírito e pelo seu sentido de humor. Adorava fazer jardinagem e pintar. Trabalhou muito para sustentar a família. E sempre disse, na sua reforma, que só queria descansar.

Que descanse em paz e amor.

Peço-vos que se juntem a mim no agradecimento a Aaron Ingerman por ter embelezado a Terra com a sua presença. Ele deu tanto a tanta gente e eu só quero dizer-lhe que muitos lhe agradecem em resposta!

A mulher dele e minha mãe, Lee Ingerman, fará 97 anos em breve. Obrigada por se juntar a mim nas orações, desejando-lhe muita paz e conforto durante este tempo.

No mês passado escrevi sobre a necessidade de nos chamarmos de regresso a casa, de forma a podermos estar presentes para o que realmente necessita de ser cuidado nas nossas vidas e no nosso trabalho espiritual.

Continuei a trabalhar neste tema com os meus espíritos auxiliares e nas minhas próprias viagens xamânicas foi-me mostrado um outro aspecto que quero partilhar consigo.

Nas tradições espirituais há diferentes palavras para descrever o nosso ego, opondo-o ao nosso espírito superior. Em alguns ensinamentos isto é descrito como “will” e “Will”. Algumas tradições falam de “self” e “Self”. Dependendo da tradição, encontramos vocabulários diferentes usados para descrever o estado de separação em oposição ao estado de unidade.

Para sobreviver, necessitamos de uma forte vontade. É uma parte de nós muito primária, com uma forte energia que nos mantém vivos face a uma variedade de desafios que ocorrem fisicamente.

Mas o que os meus espíritos auxiliares partilharam comigo é a necessidade de alinhar o will/self com Will/Self, de forma a que a nossa força primária de viver esteja alinhada com o propósito mais elevado/profundo.

Hoje assistimos a um desalinhamento entre o “self” e o “Self”. E isto está a criar estados de violência, ganância, desejo de poder, abuso e doença a todos os níveis. Entre o que o “self” quer e ao que o “Self” nos conduz há, muitas vezes, dois resultados diferentes.

A falta de alinhamento cria desarmonia, que produz doenças a um nível pessoal e colectivo. A chave é trabalhar no alinhamento entre o nosso espírito divino e o nosso propósito maior.

Foi-me claramente mostrado que os desafios que experienciamos hoje no mundo acontecem por uma clara razão. A lição para todos nós é a de que devemos alinhar o nosso propósito maior de cuidar do nosso jardim na terra. Escrevi sobre o nosso propósito de sermos cuidadores em Medicine for the Earth.

Quando nos conseguimos alinhar, conseguimos então render-nos ao nosso espírito e sabedoria interior. Quando conseguimos render-nos ao nosso espírito divino, então as lutas param.

Lembro-me de em 1990 estar a passar por uma iniciação e senti-me perdida, sem saber como atravessar as grandes mudanças da minha vida. As duas coisas que passei a repetir ao longo do dia como um mantra foram: “A única saída é atravessar isto” e “A força do meu espírito vai levar-me através da escuridão”.

Este período foi muito poderoso para mim. Apesar de não desejar passar de novo por tudo aquilo, acabei por ficar agradecida pela mudança que esta iniciação gerou em mim. Senti como se tivesse renascido e fui uma pessoa diferente, operando de um lugar diferente de sabedoria e poder espiritual.

Depois desta experiência reflecti uma série de vezes sempre que grandes mudanças e desafios aconteciam na minha vida. E consegui ver, realmente, que o que me permitiu sobreviver a tempos tão difíceis foi sempre a força do meu Espírito. Não foi o meu ego que me permitiu atravessar estas dificuldades. Foi o meu Espírito que me suportou através das situações e fez a diferença.

Os meus espíritos auxiliares foram muito claros comigo. Para a vida continuar nesta terra fantástica temos de nos alinhar com o nosso propósito maior.

Neste mês, peço a todos que se concentrem numa intenção de alinhar o nosso “will” com o nosso “Will”; o nosso “self” com o nosso “Self”. Medite em alinhar-se com o seu espírito divino. Eu sei que este tem sido o nosso propósito juntos enquanto comunidade global. Mas achei úteis as palavras dadas pelos meus espíritos auxiliares na mudança da configuração da minha intenção diária.

São muitas as recompensas por fazer isto. A vida torna-se mais fácil, irradia alegria através de nós e tornamo-nos mais saudáveis a todos os níveis. Então encorajo-o a concentrar-se de verdade neste trabalho ao longo do mês. E mantenha o seu foco no alinhamento!

A Lua Cheia é a 10 de Novembro. Foquemo-nos em alinhar os nossos seres superiores com os outros na nossa comunidade global e irradiar a nossa luz através do planeta e da rede inteira de luz e de vida.

Para todos os que são novos a ler a Transmutation News , por favor leia as instruçõs para a nossa cerimónia mensal na Página Principal: “Creating A Human Web of Light”.


Copyright 2011 Sandra Ingerman

Translation: Sofia Frazoa

Transmutation News – October 2011 – Portuguese

Transmutation News Outubro de 2011

Vamos assistindo aos acontecimentos mundiais e vemos que muitas pessoas perdem as suas casas por causa de intempéries, guerras e problemas económicos. E claro que isto nos toca o coração.

Mas há outra tragédia a acontecer, esta silenciosa e que afecta muitos de nós. Estamos a permitir-nos ser empurrados para fora de nós mesmos. Cada vez mais pessoas estão a sentir-se dispersas e dissociadas, à medida que nos movemos para um futuro de incerteza e passamos por tantas mudanças e stress nas nossas vidas.

Esta é uma questão sobre a qual devemos reflectir. Porque o ego tende a mover-se para um estado em que sentimos necessidade de nos dissociarmos mais e mais da vida e do nosso sentido de ser.

E tudo o que o planeta e a vida precisam agora é que fiquemos em “casa”, descansemos no nosso espírito divino e espalhemos a nossa luz no mundo. Mas eu reparo que, para muitos, isto tem vindo a tornar-se difícil à medida que os problemas da vida permitem que o ego assuma o controlo. Por causa disto, muitas pessoas estão a perder o seu sentido de estar centradas. Isto é, claramente, um tipo de perda de Alma.

É tempo de tomar uma decisão clara para voltarmos a “casa”, ao nosso espírito. É necessário que todos executemos um tipo de resgate de Alma para nos chamarmos de regresso a “casa”.

Claro que, se sofreu um trauma, deve considerar a hipótese de consultar um praticante de xamanismo para fazer um resgate de Alma. E há uma lista enorme de excelentes praticantes em www.shamanicteachers.com.

O tipo de perda de Alma ao qual me refiro é aquele em que permitimos que a vida nos puxe para fora de nós e nos faça perder o nosso centro, mas em que depois temos a capacidade de voltar a nós mesmos. Nesta matéria, temos de decidir manter-nos focados, voltarmos ao centro e descansarmos no nosso espírito.

Em Medicine for the Earth apresentei um exercício que tem origem na psico-síntese. Nesta terapia reconhece-se que somos mais que corpo e mente. Temos uma componente espiritual que tem um sentido de impermanência e que se move com graça e facilidade através da mudança.

Tenho trabalhado comigo a repetir: “Sou mais do que corpo e mente. Sou um ser espiritual ilimitado.”

Sempre que me sinto puxada para fora de mim pelo stress da vida, começo a repetir esta frase. Transfiro-me imediatamente para um estado de paz interior e sinto-me a expandir em vez de me contrair.

Sair e deitar-se na terra ou colocar uma música relaxante e imaginar-se na terra irá ajudá-lo a centrar-se e a alinhar-se com as batidas do coração espiritual da terra, os batimentos cardíacos da perfeição divina.

Quando se sentir a ser puxado para fora de si por um acontecimento passado ou pelo medo do futuro, volte a trazer-se ao presente pensando em algo que ame na vida. Mude-se para um lugar de gratidão.

Trabalhe a abrir os chacras da coroa, terceiro olho e cardíaco. Pode, realmente, trabalhar com a transformação da sua percepção quando observa o mundo através dos olhos do espírito. Isto implica abrir o seu terceiro olho. Trazer a sabedoria divina abre o chacra da coroa. E, claro, abrir o coração permite-lhe abraçar toda a vida com amor. Quando estamos num lugar de amor criamos uma casa à qual podemos voltar.

O ego percebe o medo. E esta é a natureza da separação. Faça as práticas que aprendeu para voltar a um estado de unidade e de luz divina.

Estamos todos a ser desafiados pelo mundo exterior para nos movermos para dentro e encontrar a verdadeira paz e segurança.

Nesse sentido, escrevi em Setembro um outro artigo para o Huffington Post. O título é: “How to Create a Rich Inner Garden”.
Se quiser mais ideias para saber como regressar a “casa”, pode ler o que escrevi em: http://www.huffingtonpost.com/sandra-ingerman-/inner-garden_b_942092.html

Falei com a minha amiga Gail sobre o tema da necessidade de chamar a nossa Alma de volta a “casa”. Gail usou a metáfora de um íman. Ela dizia-me como era importante magnetizar a Alma de volta a “casa”.

Gail falou-me da imagem de uma barra de íman, um lado com a carga negativa e o outro com a carga positiva. Como sabe, se segurar duas barras de íman, pode ter uma estacionária e, depois, rodar o pólo da outra para atrair ou repelir a estacionária.

Gail dizia que as tensões da vida e a confusão do ego entre acção/preocupação têm o efeito diário de reverter o pólo – então cria-se um campo em que a essência de cada um termina, sendo empurrado ou afastando-se num movimento giratório.

É importante encontrar formas de magnetizar a sua essência para si, em vez de a empurrar para fora de si. Gail usa a dança para isso. Eu sei que tenho uma variedade de passatempos que podem criar uma atracção magnética da minha essência de volta a “casa”.

Em How to Thrive in Changing Times escrevi sobre o uso de dois ímanes para obter a sensação da energia necessária para conseguir o resultado desejado. Este mês, cada vez que se espalha devido às circunstâncias da vida, deve tentar usar dois ímanes para obter a sensação física de como é puxar a sua essência de volta a si.

Leve algum tempo a fazer o check-in diário do seu Eu interior e faça o que precisar para ter a certeza de que está presente e centrado.

Não se permita ficar perdido pelo que está a acontecer no mundo exterior. Encontre a sua força interior. Descanse no espírito. E saiba que é um espírito ilimitado, que surfa as mudanças que a vida traz a todos com graciosidade e facilidade.

A Lua Cheia é a 11 de Outubro. Leve algum tempo e, se necessário, chame-se de volta a “casa”. Viaje dentro de si e experimente a sua luz interior. Agora, imagine a bonita e brilhante rede de luz que temos tecido juntos. Imagine que os seus dedos, cheios de luz divina, conseguem tocar numa parte da teia. Milhares de nós irão tocar juntos a teia neste dia. Observe a luz e o amor do nosso círculo global, ondulando através da teia de luz.

Se é novo a ler a Transmutation News, por favor leia as instruções de como Criar uma Rede Humana de Luz na página principal deste site.

Vamos manter a nossa comunidade global no amor e percebermo-nos a todos como seres de luz brilhantes, saudáveis e alegres.

Copyrights. Sandra Ingerman 2011


Translation: Sofia Frazoa

Transmutation News – September 2011 – Portuguese

Transmutation News Setembro de 2011

Gostaria de lembrar todos os que lêem a Transmutation News que as traduções nas várias línguas estão agora disponíveis no link https://www.sandraingerman.com/transmutationnews.html.

Estou contente por anunciar que temos novas traduções! Saudemos os nossos novos tradutores: Filiz Telek em turco e Jitka “Jitush” Navratilova em checo. É fantástico que a nossa comunidade global continue a crescer!

Decidi não enviar um e-mail cada vez que algo meu seja publicado em Huffington Post. Já recebemos e-mails suficientes, não vos parece? Em vez disso, irei publicar o link do blogue na Transmutation News. O blogue de Agosto está publicado na secção Anúncios e também será publicado na página principal do site www.sandraingerman.com.

Recebi mensagens de vários leitores a dizer que o texto que escrevi na última edição de Transmutation News tinha sido bastante útil.
Sino que, como professores e praticantes, é importante nunca nos colocarmos num pedestal. Porque, quando o fazemos, criamos expectativas irrealistas nos outros.

Parte de viver no mundo condicionado passa por pensar que há um estado perfeito que devemos manter e alcançar. A verdade é que estamos todos a crescer em direcção à luz e ao Sol. Na Natureza o crescimento ocorre de uma forma lenta e firme.

Penso que colocar pessoas em pedestais ou colocarmo-nos num pedestal não é saudável e não é estar verdadeiramente ao serviço. Todas as pessoas que respeitamos pelos estados de consciência que esboçam entraram num desafiante processo de crescimento e continuam a crescer.

A chave é apoiarmo-nos e inspirarmo-nos uns aos outros para não desistirmos e conseguirmos continuar num caminho espiritual. Desta forma, fluímos com o rio da vida em vez de sermos arrastados por ele.

No último mês disse que iria escrever sobre o estudo “Healing the Heart”, que desenvolvi com a University of Michigan Integrative Medicine.

O estudo foi publicado na edição de Julho de “Explore: The Journal of Science and Healing”.

O download do manuscrito do estudo pode ser feito aqui:
http://www.explorejournal.com/article/S1550-8307(11)00099-1/abstract

Os doentes cardíacos que participaram no retiro de quatro dias Medicina para a Terra – que incluía técnicas como meditação, visualizações guiadas, tambores, escrita de diário e actividades ao ar livre – viram de imediato melhorias nos testes de medição da depressão e esperança. Estas melhorias persistiram nas medições feitas entre os 3 e os 6 meses seguintes.

O estudo foi a primeira experiência a demonstrar uma intervenção que aumenta a esperança nos pacientes com síndrome coronária aguda, um estado que também inclui dores no peito e ataques cardíacos.

“O estudo mostra que um retiro espiritual como o programa Medicina para a Terra pode ser o motor de arranque para ajudar a recuperar o bem-estar psico-espiritual”, diz a autora do estudo Sara Warber, professora associada de medicina familiar na U-M Medical School e directora do programa de U-M’s Integrative Medicine.

“Estes tipos de intervenções podem ser particularmente interessantes para pacientes que não querem tomar anti-depressivos para os sintomas de depressão que muitas vezes acompanham as doenças coronárias e os ataques cardíacos”.

O grupo do retiro foi comparado a outros dois grupos: um recebeu cuidados cardíacos normais e o outro participou num retiro de mudança de estilo de vida dirigido pelo Centro Cardiovascular U-M, focado na nutrição, exercício físico e gestão do stress.

Para avaliar o sucesso do programa, o estudo usou uma série de medidas mentais e físicas normalmente utilizadas.

O retiro espiritual de grupo passou de uma medida de 12 no Inventário da Depressão de Beck, indicando depressão suave a moderada, para uma pontuação melhorada de 6 imediatamente a seguir ao retiro. Ou seja, uma redução de 50 por cento. As pontuações continuaram a manter-se baixas nos seis meses seguintes. O grupo exposto à mudança de estilo de vida viu as suas pontuações descerem de 11 para 7 e permanecem aí. A pontuação do grupo de controlo começou em 8 e caiu para 6.

Os participantes também apresentaram melhoria acentuada na pontuação dos testes de medição de esperança. Pontuações da escala State Hope podem variar de 6 a 48, com as pontuações mais elevadas a indicar mais esperança. Todos os estudos dos três grupos começaram com uma média de pontuação entre 34 e 36. Depois do retiro Medicina para a Terra, a pontuação média dos participantes aumentou e permaneceu em 40 ou mais, enquanto as médias dos outros dois grupos permaneceram significantemente baixas, variando de 35 a 38, nos três e seis meses seguintes.

“O nosso trabalho acrescenta uma voz espiritual importante na discussão corrente sobre a importância do bem-estar psicológico para os pacientes que enfrentam sérios problemas médicos, como doença arterial coronária aguda”, diz Warber.

O workshop que liderei foi baseado no que escrevi em Medicine for the Earth. Dei o workshop em Michigan, em 2004, e a maioria dos participantes era muito religiosa, não estando aberta a trabalhar com espíritos auxiliares ou práticas xamânicas.

Todas as práticas se revelaram muito poderosas para o nosso grupo. Simplesmente tive de adaptar o meu vocabulário de forma a adequar-se a um vocabulário que os participantes pudessem entender e com o qual pudessem trabalhar.

Isto, em si mesmo, é um ensinamento poderoso. Muitas vezes estamos demasiado agarrados a uma necessidade de usar um certo vocabulário quando ensinamos práticas espirituais. Devemos ser flexíveis com as palavras para que o nosso trabalho atinja uma audiência maior.

Depois do workshop em 2004, escrevi How to Heal Toxic Thoughts e, uns anos mais tarde, How to Thrive in Changing Times.
Preparei-me, nos dois livros, para partilhar o trabalho de Medicine for the Earth de forma a que fosse compreendido por uma audiência de todas as crenças e religiões.

Eu sei que estes livros não estão disponíveis em todas as línguas em que a newsletter Transmutation News é traduzida. Ter um livro publicado noutra língua requer o interesse do editor. Pelo menos, um destes três livros está publicado em quase todas as línguas.

Se estiver interessado em ensinar na sua comunidade o trabalho de Medicine for the Earth (MFTE), deve considerar ler estes livros e adaptar alguns dos exercícios e práticas apresentadas.

Aqui fica uma lista de alguns dos princípios e práticas com os quais temos vindo a trabalhar:

Trabalhámos com a fórmula para a transmutação e transformação: intenção + amor + união + harmonia + concentração + foco + imaginação = transformação.

A nossa percepção cria a nossa realidade. Se acreditarmos que conseguimos criar uma vida preenchida com boa saúde, então vamos consegui-lo. Ao aprendermos a apreciar a beleza da vida, a nossa vida vai reflectir-nos de volta essa beleza.

Podemos perceber uma pessoa como saudável ou doente. Os professores espirituais partilham que, quando percebemos uma pessoa na sua saúde perfeita, ajudamo-la a elevar-se a um estado de perfeição.

Tudo no nosso mundo físico começa em reinos invisíveis. Isto significa que o nosso comboio de pensamentos afecta a nossa saúde a todos os níveis. As palavras que usamos também criam o mundo em que vivemos. Pensamentos e palavras são o “como dentro” que criam o “como fora”.

Quando se olha para a criação de histórias à volta do mundo, pode-se observar que a maior parte das culturas acredita que o mundo foi criado a partir de um som ou palavra. E as palavras são vistas como tendo um grande poder criativo.

Temos usado a meditação para respirar através dos nossos corações e para aprender a observar os nossos pensamentos e estados de ser. Temos usado a meditação para nos desidentificarmos dos nossos gatilhos emocionais.

Usámos um diário para escrever pensamentos, palavras e decretos nos quais nos queríamos concentrar ao longo do dia para nos conduzir ao resultado desejado.

Trabalhámos na criação de um estado de bem-estar, utilizando a nossa imaginação para envolver todos os nossos sentidos em ver, ouvir, sentir, saborear e cheirar a experiência da vida que desejamos criar. No nosso workshop tive participantes que usaram a sua imaginação para ver, ouvir, sentir, saborear, cheirar a experiência de uma vida em que foram saudáveis e felizes. Se precisar de mais informações em como fazer isto, por favor leia a Transmutation News de Maio.

Usámos a imaginação guiada para ajudar os participantes a descobrirem a sua própria história de criação, de forma a poderem entender o princípio de união com o divino. Na Transmutation News de Outubro já foi descrito um exercício para fazer isto.

Concentrámo-nos em estar na Natureza e conectarmo-nos com ela para nos ajudar a recuperar o sentido de bem-estar. A terra, ar, água e sol dão-nos vida. Ao sairmos para nos sentarmos com uma árvore, conseguimos relaxar e sentir a nossa conexão com o bater do coração da terra. E, depois, devemos dar curtos passeios na Natureza enquanto apreciamos tudo o que a terra, água, ar e sol nos deram, para que possamos prosperar.

Meditámos na nossa vida como um jardim. Reflectimos nos pensamentos e palavras que plantámos no nosso jardim. Para ter vidas saudáveis precisamos de plantar no nosso jardim interior sementes de esperança, inspiração e amor com os nossos pensamentos e palavras.

Pedimos um sonho curador antes de irmos à noite para a cama.

Aprendemos a transfigurar-nos na nossa luz divina.

Com o trabalho no grupo MFTE, fizemos uma cerimónia simples para nos imaginarmos a viajar profundamente nos nossos corpos até experimentarmos a nossa luz espiritual interna. Depois, experimentámos o fluir da nossa luz espiritual e irradiámo-la para os outros membros do nosso círculo. Desta forma, cada um no círculo experienciou a sua divina perfeição, alimentando a saúde de cada participante.

Um método fácil sobre o qual escrevo em How to Thrive in Changing Times é imaginar o nosso corpo e mente como um bonito casaco que protege o nosso espírito. Simplesmente abra o fecho do seu casaco e saia como pura luz divina. Depois de ter tido essa experiência, volte a fechar o casaco lembrando a verdade de quem realmente é.

Outra forma simples sobre a qual escrevo é imaginar-se a si mesmo fundindo-se com uma estrela no céu nocturno. Uma estrela é luz e irradia essa luz sem esforço por milhões de quilómetros. Imagine-se como uma estrela brilhante no céu nocturno.

Depois do workshop de quatro dias, os participantes foram encorajados a manter uma prática diária de transfiguração e a perceber cada um no grupo com a sua luz divina. Cada pessoa foi, ainda, encorajada a sentir o amor do círculo ao longo dos dias.

Também encorajei o grupo a encarar todos os elementos como luz. Os participantes foram ensinados a respirar ar, beber água, comer e absorver o sol como amor e luz.

A prática é permitir às nossas células absorverem amor e luz ao longo do dia, deixando que a radiação brilhe através de nós, criando um estado de saúde e de bem-estar.

Foi pedido aos participantes para criarem um espaço sagrado nas suas casas e escritório, trazendo objectos especiais. Decretos, palavras, imagens inspiradoras, flores, velas, etc, podem ser colocados no nosso espaço para nos lembrarem da nossa divindade.

Cada pessoa no nosso círculo estava maravilhada com a profundidade do crescimento e cura que vieram das práticas que aprenderam neste workshop de quatro dias. Mas também foram tocados pelo amor e apoio do círculo, e isto foi uma nova e transformadora experiência de vida.

Houve tantas histórias pessoais partilhadas que tocaram cada pessoa durante e depois do workshop.

A um certo nível, espero ser capaz de reunir estas histórias maravilhosas para servirem de fonte de inspiração quando as partilhar com os outros. Porque, como sabemos, histórias partilhadas pelos outros atingem resultados mais profundos nos nossos corações do que os dados estatístico.

Na Transmutation News de Maio falei sobre uma conferência para anciãos indígenas que aconteceu em Junho. Foi criada por Jose Lucero, um indígena de Santa Clara.

Jose Lucero enviou-me uma actualização do que se passou na conferência. Partilho um breve resumo, que pode considerar interessante:

“Seguindo a tradição do encontro dos Indígenas das Nações Unidas, fez-se um círculo e utilizou-se o conceito de fogo aberto para convidar todos (seres da Natureza incluídos) que partilham o amor pela vida e o respeito e cuidado pela Mãe Natureza. O fogo aberto é simbólico do plantar e nutrir a semente espiritual de conhecimento tradicional nos corações e mentes de todos os participantes. O círculo representa um simples gesto de respeito pela Mãe Terra.

Os participantes honraram e reconheceram os anciãos presentes, os que não puderam participar e os que já morreram.
Durante o encontro foram feitas orações para pedir que a bênção da água fizesse crescer a semente espiritual do conhecimento tradicional e que a chuva fosse enviada para as nossas zonas afectadas pela seca.

Fez-se isto lançando-se um seixo sagrado na piscina da vida. Os ventos fortes que sopraram durante todo o encontro ajudaram a levar a mensagem.

Fizemos orações para trazer harmonia à Mãe Terra e à espécie humana. E todas as tragédias que surgiram dos desastres ambientais, doenças, fome, guerra foram reconhecidas e foram feitas orações por todos os que foram atingidos.

Enquanto os anéis dos seixos sagrados deixados na piscina da vida continuam a crescer mais e mais, aproximamo-nos do futuro e do ano de 2012.

É neste momento que um “alinhamento cósmico para a iluminação espiritual” deve ser feito e irá coincidir com o alinhamento dos planetas no nosso sistema solar. Os planetas são governados por cordas espirituais do nosso Grande Pai Sol que, por sua vez, é governado pelo Criador. Os raios solares do Grande Pai Sol afectam todas as formas de vida e acontecimentos no nosso sistema solar.

Não devemos ter medo quando estas mudanças ocorrerem, mas devemos estar atentos e ser humildes enquanto transitamos para uma consciência mais elevada.

Devemos ser espertos para seguir o exemplo dos anciãos indígenas que existiram antes de nós e daqueles que ainda estão connosco, para assim regressarmos à consciência básica e conseguirmos ajudar a Mãe Terra e todas as crianças.

A Mãe Terra, o sistema solar e, finalmente, o universo irão responder-nos consoante a forma que pensamos e vivemos. Un be og gin de way da. Com respeito e amor para todos.”

A mensagem final que chega dos anciãos corresponde ao trabalho que temos vindo a fazer em conjunto.

Sugiro que celebremos a mudança de estação enviando uma oração para toda a vida, lançando um seixo sagrado na piscina da vida. Podemos fazê-lo meditando, criando o nosso imaginário ou através de viagens xamânicas. Juntemo-nos à sabedoria dos anciãos e tentemos contribuir para que os anéis provocados pelo seixo sagrado cresçam cada vez mais e se alastrem pelo planeta e pelo futuro.

O equinócio é a 23 de Setembro. Os que estão no Hemisfério Norte recebem o Outono. Os do Hemisfério Sul recebem a Primavera.

É uma altura maravilhosa para meditar no nosso jardim interior. Coloque música agradável e imagine-se a viajar dentro do seu próprio jardim sagrado da vida. Perceba que pensamentos e atitudes precisam de ser eliminadas e que novas sementes precisam de ser plantadas.

Lembre-se que aquilo a que damos energia, damos vida. Que energias está a alimentar?

É um tempo em que somos convidados a rendermo-nos à morte do que já conhecemos. É tempo de pararmos de pensar e começar a viver a partir dos nossos corações, seguindo a nossa sabedoria interior.

É tempo de responder às questões com a resposta: “Não sei”.

Esteja a celebrar o equinócio de Outono ou de Primavera, é altura de começar a olhar para o mundo com os olhos do espírito.

Mergulhe no seu coração e funda-se com o seu espírito interior para ter uma nova percepção de tudo o que está a acontecer.
Racionalmente, não sabemos o que vem. Só podemos permitir que o nosso espírito nos guie.

A Lua Cheia é a 12 de Setembro. Continuemos a alimentar e a tecer uma bonita rede de luz dentro e através da terra.

Para os que são novos a ler a newsletter Transmutation News, por favor visitem “Creating A Human Web of Light” na página principal para instruções da nossa cerimónia da Lua Cheia.

Por favor, junte-se a enviar bênçãos a todos para um equinócio feliz!

Translation: Sofia Frazoa


Copyrights. Sandra Ingerman 2011

Transmutation News – August 2011 – Portuguese

Transmutation News Agosto de 2011

Gostaria de começar este mês com um anúncio importante para todos os que lêem a Transmutation News noutra língua que não o inglês.

Cada tradução da Transmutation News estará agora disponível em www.sandraingerman.com . Basta clicar para ler a newsletter na sua língua.

É maravilhoso ter a Transmutation News traduzida em francês, alemão, italiano, polaco, português, romeno, russo, eslovaco, espanhol e sueco.

Gostava de aproveitar a oportunidade para agradecer a Eva Ruprechtsberger pelos vários anos em que esteve encarregue de organizar as traduções e publicá-las no website. E agradeçamos também a todos os que se voluntariaram para traduzir.
Tenho excelentes notícias para dar!

Em 2004 colaborei com a University of Michigan School of Integrative Medicine numa pesquisa piloto sobre como as práticas de “Medicine for the Earth” poderiam ajudar pessoas que sofreram ataques cardíacos.

A doutora Sara Warber foi a investigadora principal.

Houve três grupos de estudo. Um dos grupos era composto por participantes do meu workshop de quatro dias sobre “Medicine for the Earth”. Fui auxiliada por Kate Durda, uma excelente professora de Michigan que está na lista www.shamanicteachers.com.

Outro grupo participou no programa Life Style Change, no qual aprendiam a importância da nutrição, do exercício físico e da gestão do stress. Além disso, aprenderam a praticar meditação e ioga.

O terceiro grupo recebeu os cuidados médicos tradicionais.

Os resultados do estudo são agora publicados pelo “Explore Journal of Science and Healing”.

É um entusiasmante estudo que comprova os benefícios das práticas de “Medicine for the Earth” para pessoas que sofreram ataques cardíacos.

O download do manuscrito do estudo “Healing the Heart” pode ser feito mediante um pagamento simbólico em: http://www.explorejournal.com/article/S1550-8307(11)00099-1/abstract.

Espero que faça o download e leia o documento. Levou muitos anos até ser acabado e publicado. Acredito que é o momento adequado para partilhar o poder da cura que advém do trabalho de “Medicine for the Earth”.

Na Transmutation News de Setembro vou escrever sobre algumas das práticas realizadas no workshop de quarto dias. Estão todas no meu livro “Medicine for the Earth: How to Transform Personal and Environmental Toxins”.

Estou a liderar uma formação em “Medicine for the Earth and Healing with Spiritual Light Training” em Santa Fé, Novo México, de 19 a 23 de Outubro. Vou explicar como ensinei as práticas a uma comunidade não-xamânica, com quem fiz visualizações guiadas e cerimónias que não entravam em conflito com as fortes crenças religiosas dos participantes.

Para mais informações sobre esta formação, por favor envie um e-mail par Ruth Aber: aruthabelle@aol.com.


Estou a aprender a tocar tambores taiko há quatro anos e meio. É uma arte que vem do Japão, mas hoje em dia há muitas pessoas a praticarem-na em todo o mundo.

Se me vissem a tocar, não diriam que pratico esta técnica há tantos anos. Receio mesmo dizer que a minha prestação não faz jus à beleza ancestral do tambor taiko.

Mas gosto tanto de tocar e tem sido uma prática muito saudável para mim na medida em que me liberto do julgamento do meu progresso.

Na minha aula começamos cada sessão com cerca de 30 minutos de aquecimento e prática num tambor taiko muito pequeno, chamado “shime”. Em muitas das obras de taiko, o “shime” é tocado para fornecer a batida de fundo e os ritmos tocados podem ser muito complexos.

Quando praticamos no “shime”, tocamos ritmos em que a mão esquerda está a tocar uma coisa muito diferente da mão direita. E claro que isto pode ser um desafio para qualquer um.

Quando toco batidas diferentes com a minha mão direita e com a mão esquerda é muito claro que não posso permitir que nenhum pensamento surja se quero conseguir manter as diferentes batidas sem me perder.

Se deixo que os pensamentos surjam ao pensar em algo que me aconteceu durante o dia, perco a batida. Se começo a pensar em algo que preciso de fazer depois da aula, perco a batida. Se começo a reflectir em como estou a tocar… perco a batida.

O meu corpo sabe como manter a batida. Há um sentido inato de como fazê-lo. E quando me rendo ao que o meu corpo sabe para fazê-lo, consigo facilmente manter a batida. Mas quando envolvo a minha mente no processo, percebo que me perco.
Depois de uma das minhas últimas aulas comecei a reflectir em como isto é uma metáfora do nosso trabalho espiritual.

Durante esta aula, em particular, tinha-me rendido à sabedoria do meu corpo e ao conhecimento celular de como manter as diferentes batidas com ambas as mãos. Deixei-me ir para um lugar de não pensamento e deixei a sabedoria do meu corpo fluir.

Muitas vezes, quando nos envolvemos em práticas espirituais, ficamos facilmente distraídos do seu fluir. Os media conseguem distrair-nos. As nossas crenças sobre o que é possível e impossível distraem-nos. A nossa própria conversa connosco distrai-nos. No nosso mundo moderno, simplesmente criámos e estamos rodeados de distracções sem fim. Penso que sabem o que quero dizer.

Mas quando mergulhamos no nosso estado interior de conhecimento e no nosso próprio espírito divino, a nossa vida espiritual simplesmente se desdobra com naturalidade, sem pensarmos nisso. É quando começamos a pensar que acabamos envolvidos em problemas.

Adoraria que reflectisse nos tempos em que apenas se permitiu ir com a corrente da vida sem se deixar ficar preso em pensamentos mentais e distracções. Há uma liberdade e uma sensação de alegria que vêm à medida que conseguimos fazer isto.

E podemos simplesmente começar a brincar com isto na vida. Observe os pensamentos de distracção que lhe surgem ao longo do dia ao mesmo tempo que vive as suas práticas espirituais. Repare como os seus pensamentos o conseguem afastar da batida e do centro.

Isso requer disciplina para parar o comboio dos pensamento que nos leva a distrairmo-nos e para nos conseguirmos focar e voltar ao nosso ritmo natural de fluir com a vida. Fique atento, ao longo do dia, àquilo que deixa que o distraia desse fluir.

No mês passado, escrevi sobre a necessidade de estar incorporado na experiência do verdadeiro poder e potencial do trabalho espiritual. E quero tecer mais alguns comentários sobre o que escrevi.

Quando mergulhamos no nosso próprio corpo e na sabedoria espiritual que isso integra, encontramo-nos a fluir através da vida e dos seus ritmos.

Há alturas em que nos movemos para um puro estado de reacção e, claro, isto tipicamente pára a nossa capacidade de fluir com o rio da vida e com tudo o que a vida nos traz.

Todos estamos a experienciar muitos desafios nas nossas vidas à medida que somos convidados a render-nos a uma evolução a todos os níveis. Escrevi sobre isto no último mês.

No Novo México temos estado em seca profunda. E tem sido o ano mais seco de que há memória. Como vivo na natureza e passo muito tempo no meio dela, parte-me o coração ver árvores e plantas serem afectadas pela seca. Sou uma amante de árvores!

Um dia do mês passado começou a chover em Santa Fé. Como tinha uma série de recados para fazer em vários pontos da cidade, percebi como a chuva estava difundida.

Uma das coisas que soube foi que não estava a chover na parte de Santa Fé onde vivo. Não estava a chover quando deixei a minha casa e, quando regressei, a terra estava seca.

Sou tão devota do meu trabalho espiritual que quis apenas aceitar que não estávamos a receber chuva onde vivo. E não importa o que tentei (cada ferramenta com a qual trabalhei não podia simplesmente resultar na reacção que tive). A sensação que me surgiu foi de raiva.

Não estava zangada com os espíritos, o tempo, as pessoas ou um aspecto em particular. Estava, simplesmente, com raiva pela forma como a vida pode ser tão injusta. Claro que algo mais profundo do que a chuva serviu de gatilho em mim.

Fiquei perdida numa resposta condicionada. Apesar de não ter conseguido parar a minha reacção, consegui continuar a transmutar a energia de forma a não enviar nenhuma corrente de raiva para o colectivo. Evitei enviar dardos de raiva para toda a existência.

E também pude reflectir no meu estado enquanto estava envolvida nele.

A minha frustração comigo foi estar perdida na mente condicionada. Porque todos os ensinamentos espirituais através dos tempos têm ensinado que a felicidade deve fluir de dentro. Se a sua felicidade está dependente de condições exteriores, nunca será feliz.

Racionalmente, eu penso que todos os que me estão a ler sabem que isto é verdade. Quando a vida parece ir no sentido que queríamos, é mais fácil para a nossa parte do ego sentir-se feliz, contente e em paz.

Mas cada pequeno acontecimento da vida pode facilmente tirar o seu ego desse estado de contentamento. E sempre foi assim para os seres humanos. E o objectivo das práticas espirituais é encontrar essa luz, paz, alegria e contentamento interiores que não são accionados por pessoas e acontecimentos do mundo exterior. Isto é a verdadeira liberdade! E isto é algo que eu sei que todos gostaríamos de experienciar. Pelo que sabemos, as nossas condições exteriores sempre vão mudar de minuto a minuto, hora a hora, dia a dia. E podemos andar numa verdadeira montanha-russa quando nos perdemos no que está a acontecer no mundo exterior.

Tenho escrito sobre isto há anos. E o que me bateu forte neste dia de chuva foi que me senti muito frustrada porque devotei cada dia da minha vida ao meu trabalho espiritual e o meu ser egoico foi muito abalado pela falta de chuva na minha área.

E penso que esta desilusão em mim foi pior do que a minha reacção. Não sei bem como eles se alimentam um ao outro.

Bem, acabou por chover onde vivo. Só precisava de um pouco de paciência.

Mas aprendi muito ao observar o meu estado de ser. E naquela noite e no dia seguinte passei tempo a reflectir sobre este pesadelo em que me permiti cair.

O que me ocorreu no dia seguinte foi que, apesar de ter reagido aos acontecimentos exteriores, nunca perdi a confiança na inteligência da natureza. Apercebi-me que isto foi um enorme progresso para mim, pois nos últimos anos teria ficado zangada com os espíritos do tempo por não responderem ao meu apelo. Não vivi isto. Estava ciente, em cada célula do meu ser, que a natureza sabia exactamente o que estava a fazer e eu confiei nela.

Rendi-me à experiência de saber que poderia haver perdas da seca e que isto era simplesmente parte da evolução.

O ponto a que estou a tentar chegar é que, quando senti que tinha falhado nas minhas práticas espirituais, apercebi-me que, na realidade, tinha feito enormes progressos com anos de disciplina continuada. Integrei muitos comportamentos positivos na minha vida diária.

Sim, reagi, mas ao mesmo tempo não perdi o meu sentido de confiança e rendi-me ao resultado.

Muitas vezes somos testados pelas circunstâncias da vida e devemos pensar que falhámos o “teste” mais uma vez. Mas quando conseguimos ter algum tempo e olhar para trás, para reflectir como lidámos com o “teste”, iremos perceber que fizemos progressos. E, apesar de o seu comportamento poder não parecer ter sido o melhor, continua a ser diferente daquele que teria tido anos antes. Isto é uma grande chave para reconhecer.

Continuamos a ficar aborrecidos e a permitir ao nosso ego que passe por cima da paz e do contentamento que reside dentro de nós. Mas se continuar as meditações, as viagens xamânicas e as práticas espirituais, irá perceber que realmente faz progressos. E não repete comportamentos do passado da mesma forma. É muito importante reconhecer isto!!

Então, quando se encontra a “sair do caminho”, afaste-se algum tempo e escreva ou reflicta sobre como, de facto, integrou algo do que tem estado a trabalhar na situação que se apresenta como um desafio.

Se fizer isto, irá ficar realmente impressionado de quão longe conseguiu chegar.

E quero mesmo encorajá-lo a começar cada dia com gratidão pela sua vida e por tudo o que lhe foi dado. Pessoalmente, descobri que, quando começo o meu dia com gratidão, não caio tão baixo porque o estado de gratidão eleva-se e apanha-me quando eu me sinto a sair do caminho.

Começo o meu dia a agradecer:
– aos ancestrais auxiliares da terra onde vivo
– ao espírito de Santa Fé, sentindo-me grata pela oportunidade de viver aqui
– ao espírito da terra onde vivo por ter a oportunidade de ser uma cuidadora
– aos seres escondidos e aos espíritos (elfos, fadas, anjos e guardiães da floresta) por trabalharem em parceria comigo para benefício da terra
– ao espírito que vive em todas as coisas (isto significa toda a vida, por isso não tenho de listar cada criatura que vive)
– aos elementos da terra, ar, água, fogo (o sol) por darem o que todos os seres precisam para crescer e não apenas para sobreviver
– aos meus espíritos auxiliares por toda a sabedoria, cura e protecção que partilham comigo
– e agradeço a todos pela vida que tenho

Claro que todos os dias adapto as minhas orações de gratidão porque não quero recitá-las como uma receita. Por exemplo, também dou gratidão pela minha saúde e por todos os meus sentidos físicos que me permitem experienciar a beleza do mundo natural.

E expresso gratidão pelas pessoas importantes na minha vida, como o meu maravilhoso marido, os meus pais e toda a nossa comunidade global que está a trabalhar em benefício de toda a vida. Envio diariamente bênçãos para alimentar o círculo.

No início do dia, procuro algum tempo para sentir gratidão. E percebo que isso cria um caminho que, mesmo quando me sinto perdida, consigo seguir a luz que as minhas preces de gratidão me mostram para eu seguir.

Como mostra gratidão diariamente?

Parece que irei escrever alguns posts regulares para AOL/Huffington Post. Isto é excitante porque me dá a oportunidade de partilhar algum do meu trabalho com uma comunidade mais ampla. Seria óptimo se estivesse disponível para partilhar os artigos e os links com a sua comunidade.

Irei enviar o link do blogue a todos os meus contactos de e-mail à medida que for escrevendo pequenos artigos que nos recordem dos princípios que estamos a incorporar na nossa vida espiritual. Não sei a regularidade com que os meus posts serão publicados, mas irei enviar um link quando algum for.

A Lua Cheia é a 13 de Agosto. Passemos algum tempo a experienciar a nossa luz divina. Basta conectarmo-nos com toda a comunidade global que se compromete a irradiar a luz para criar uma rede humana de luz profunda dentro de nós e na terra.
Reflicta como se tem aprofundado a sua prática de se juntar a esta cerimónia de rede de luz em cada mês.

Para todos os que são novos leitores da Transmutation News, por favor visitem Creating A Human Web of Light na homepage para ler as instruções das nossas cerimónias mensais de lua cheia.

No último mês encorajei todos a aprofundarem o trabalho de juntarmos as nossas luzes em cada dia. É bom ter a lua cheia para nos focarmos juntos. Mas queremos continuar a alimentar a rede de luz diariamente.

E à medida que fazemos isto, entramos no princípio da reciprocidade. À medida que alimentamos a rede de luz, essa luz flui para nós, alimentando-nos e energizando-nos de volta. Não é algo para se pensar, mas sim para mergulhar no fluxo natural e inerente à própria vida.

Translation: Sofia Frazoa

Copyright © 2011 Sandra Ingerman All Rights Reserved.